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Paraíso tem 110 ocorrências de incêndio em dois meses

Por Ralph Diniz / Especial

6 de junho de 2020

Foto: Divulgação

S.S. PARAÍSO – Um levantamento realizado pelo 2º Pelotão do Corpo de Bombeiros Militar de São Sebastião do Paraíso apontou que, somente nos meses de abril e maio deste ano, foram registradas 110 ocorrências de incêndio no município. E o número se torna ainda mais surpreendente quando é comparado ao mesmo período de 2019: 18 ocorrências.

Para o comandante do batalhão, o 1º tenente Luiz Antônio Monteiro, a situação é muito preocupante, pois o período mais crítico da estiagem começa apenas no mês de agosto e vai até outubro, ou seja, é possível que os casos de incêndios em Paraíso aumentem ainda mais.

A maioria dos incêndios relatados não trouxeram riscos a residências, porém causam sérios riscos à saúde das pessoas e ao meio ambiente, além de riscos de acidentes, especialmente em rodovias devido acúmulo de fumaça”, explicou.

Conforme o levantamento estatístico, das 110 ocorrências registradas, 80 são referentes a incêndios em lotes vagos no perímetro urbano de São Sebastião do Paraíso; cinco foram em área rural; 11 em amontoados de lixo, entulho ou madeira; cinco em veículos automotores, nove incêndios em edificações como residências, apartamentos e pontos comerciais.

Os números ainda apontam que mais de 70% das ocorrências de incêndios em lotes vagos no município foram causadas por ação humana. O caso mais grave ocorreu no dia 11 de maio, quando dois adolescentes atearam fogo em uma área de preservação permanente localizada entre os bairros Paraíso do Bosque e Rosentina.

O fato causou transtornos à população, devido ao grande acúmulo de fumaça. Além disso, um manancial foi atingido. Os bombeiros levaram cerca de duas horas e meia para combater as chamas e gastaram 15 mil litros de água na operação. Ao serem apreendidos pela Polícia Militar, os jovens afirmaram que causaram o incêndio por “diversão”.

O comandante Monteiro esclareceu, ainda, que o intuito da divulgação dos dados estatísticos é alertar a população sobre os riscos de incêndios e conscientizá-la sobre os problemas ocasionados na saúde das pessoas e ao meio ambiente.

Se o cidadão presenciar alguém provocando incêndio, deverá imediatamente solicitar a lavratura de um boletim de ocorrência policial por crime ambiental de incêndio. Colocar fogo em terreno, ainda que seja para fazer limpeza, e provocar fumaça, ainda que não haja danos materiais ou vítimas, é considerado crime de incêndio e a pessoa responde por seus atos e vai desde multa até prisão, dependendo da gravidade”, concluiu o militar.