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Número de afogamentos aumenta 9,4% em Minas

21 de setembro de 2020

Neste ano, entre janeiro e agosto, o Corpo de Bombeiros registrou 188 ocorrências de afogamento em todo o estado. / Foto: Divulgação

BELO HORIZONTE – O número de afogamentos em Minas Gerais aumentou 9,4% entre janeiro e agosto deste ano em relação ao mesmo período do ano passado. Foram 188 ocorrências em 2020 ante 177 entre janeiro e agosto de 2019. Segundo informações do Corpo de Bombeiros Militares de Minas Gerais (CBMMG), o perfil predominante entre as vítimas é de homens com idade média de 25 anos.

Pesquisa quantitativa realizada pelos Bombeiros nos registros de atendimento da corporação aponta que, entre janeiro a dezembro do ano passado, foram 281 vítimas fatais por afogamento em todo o estado, sendo 254 vítimas do sexo masculino, 26 do sexo feminino e 1 vítima de sexo não identificado.

Já no comparativo entre períodos, a pesquisa demonstrou que, entre janeiro e agosto de 2019, das 177 ocorrências de afogamento atendidas pelos Bombeiros, 164 eram do sexo masculino, enquanto 12 eram mulheres e 1 vítima de sexo não informado. Neste ano, entre janeiro e agosto, o Corpo de Bombeiros registrou 188 ocorrências de afogamento em todo o estado, sendo que 170 homens e 18 mulheres que morreram em rios, cachoeiras e lagos de Minas.

De acordo com a corporação, 33% dos casos de afogamento acontecem na faixa etária entre 19 e 32 anos de ambos os sexos. Ou seja, é praticamente dez vezes maior a incidência de afogamentos de homens do que em mulheres e a faixa etária dos 19 aos 32 responde por 1 em cada 3 afogamentos no estado. Com base na análise qualitativa nos relatórios de atendimento das ocorrências, ainda de acordo com os Bombeiros, é possível afirmar que a bebida alcoólica funciona como um dos principais fatores que contribuem para a ocorrência de afogamentos. Funcionando como um estimulante, o uso indiscriminado do álcool faz com que seus usuários adotem ações mais ousadas e de exposição ao risco para impressionar seus grupos nas cachoeiras, lagos ou piscinas.

A corporação também aponta que a não utilização de equipamentos de segurança como coletes e boias é detectada em praticamente todos os afogamentos que resultam em mortes, o que demonstra a importância do uso desses materiais. De acordo com os Bombeiros, pela inexistência de mar em Minas, há, muitas vezes, uma equivocada ideia que águas menos movimentadas tais como lagoas, cachoeiras e assemelhados oferecem menos riscos do que o mar. Essa impressão, completamente equivocada, acaba gerando um comportamento excessivamente confiante que resulta na situação de risco associada ao afogamento, informa a corporação.

Para reduzir a incidência de afogamentos, é imprescindível reforçar as ações de prevenção e conscientização sobre cuidados a serem tomados nos momentos de lazer e derrubar certos padrões que induzem ao risco. E esta tem sido a aposta do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais: trabalhar a prevenção intensificando a presença dos militares nos locais mais críticos e reforçando a conscientização por meio de ações coordenadas e com o apoio da imprensa.