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Mulher é presa por planejar roubo na casa dos avós

12 de janeiro de 2021

Foto: Agência Brasil

BELO HORIZONTE – A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) deflagrou, na manhã desta segunda-feira, 11, a operação “Até tu, Brutus?”, em Governador Valadares. O o objetivo foi cumprir dois mandados de prisão e mais dois de busca e apreensão, em decorrência de investigações de crime de roubo, ocorrido no mês de outubro de 2020, no município de Santa Efigênia. A neta das vítimas e o companheiro dela são suspeitos de terem orquestrado o crime.

A primeira fase da operação foi realizada em 7 de dezembro de 2020, com a prisão de dois suspeitos, 28 e 31 anos, de terem executado o crime na residência do casal de idosos, 75 e 90 anos. Com os trabalhos policiais realizados naquela oportunidade, a PCMG identificou a participação desses dois novos integrantes no crime.

Sempre nos chamou a atenção que os autores presos foram auxiliados por alguém que tinha conhecimento de que as vítimas possuíam dinheiro em casa. A neta, de 29 anos, e seu companheiro, de 35, foram efetivamente os autores intelectuais por planejarem a empreitada criminosa”, afirmou o delegado Maurício Lauria, responsável pelas investigações do caso.

O nome da operação remete a célebre frase dita pelo imperador romano Júlio César ao ver que um dos seus algozes, no momento da morte dele, era o filho adotivo Marcus Brutus. Assim, o nome da operação remete ao fato de os alvos da ação deflagrada hoje serem a neta da vítima e o companheiro dela, apontados como suspeitos de planejarem o roubo, no município de Santa Efigênia de Minas. Participaram da operação policiais civis das Delegacias de Polícia Civil em Virginópolis e Governador Valadares.


O caso

O crime ocorreu no dia 12 de outubro do último ano, quando suspeitos subtraíram R$700 em dinheiro, além de levarem um cartão de banco com senha. Posteriormente, foi sacada a quantia de R$2 mil da conta bancária de uma das vítimas. Após o crime, dois homens, de 28 e 31 anos, foram presos. Durante a ação, foi apreendido valor superior a R$4 mil em espécie. De acordo com o delegado Maurício Lauria, “os suspeitos do crime foram bastante violentos e ameaçaram as vítimas de morte, caso noticiassem os fatos à polícia. Uma delas, inclusive, foi amarrada durante o roubo”, conta.