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Itaú tem manifestação contra violência sexual neste domingo

9 de novembro de 2020

Foto: Divulgação

Itaú de Minas – As estudantes Bianca Brandão, Ludmila Rita, Talita Souza e Thayná Ventura organizam uma manifestação hoje, 08, às 16h30, na praça Nossa Senhora das Graças, em Itaú de Minas, protestando contra a violência sexual. De acordo com a organizadora Bianca Brandão, 21 anos, o estopim para que houvesse a manifestação foi o caso judicial da Mariana Ferrer.

A ideia da manifestação surgiu de forma espontânea, por um grupo do WhatsApp, e assim foi tomando força. O motivo do ato se dá principalmente em razão da violência contra as mulheres, fato extremamente persistente, mas o gatilho foi o caso da Mari Ferrer, que não só demonstrou um despreparo da justiça para tratar de tais demandas, bem como reforçou que é preciso discutir essas questões e se posicionar contra expressões de re-vitimização das vítimas”, declarou Bianca.

Segundo a organizadora, o evento será pacífico, com concentração na praça central do município. “É uma cidade interiorana, onde nem sempre esses assuntos são abordados. Com isso, convidamos mais pessoas por WhatsApp, criamos um evento no FaceBook e fizemos ‘stories’ de divulgação no Instagram. Contamos com a presença de todas elas e por isso, a recomendação é que todos utilizem máscaras e mantenham o distanciamento social”, reforçou.
Para Thayná Ventura, 22 anos, a manifestação é importante para trazer alguns assuntos à tona.

É um jeito de fazer as nossas vozes serem ouvidas, buscar justiça não só pela Mariana, mas por todas as mulheres que já passaram e passam por essas situações, já que a violência sexual, infelizmente, é comum”, declarou.

O “Caso Mari Ferrer”, como ficou conhecido nacionalmente, veio a público após Mariana Ferrer, 23 anos e influenciadora digital, acusar um empresário de supostamente estuprá-la em uma festa, em 2018. Apesar do processo correr em segredo de justiça, Mariana tornou seu caso público pelas redes sociais, em maio de 2019. Segundo ela, foi uma forma de pressionar a investigação que considerava parada devido à influência do acusado.

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