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Homem foi morto por furto de 2 pedras de crack, diz polícia

6 de julho de 2021

Após investigações da Polícia Civil, 3 pessoas foram presas. / Foto: Divulgação

BELO HORIZONTE – O furto de duas pedras de crack está sendo apontado pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) como motivação para o homicídio de um homem de 33 anos, ocorrido no dia 18 de março deste ano no bairro Jardim Alvorada, em Belo Horizonte. Após investigação conduzida pelo Departamento Estadual de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), três pessoas foram presas, entre elas o suspeito de chefiar o tráfico na região, de 22 anos, e o primo da vítima, de 19.

Conforme o delegado Lucas Nunes, levantamentos apontam que vítima era usuária de drogas e, para manter o vício, cometia pequenos furtos no aglomerado da Grota, região do Lajão.

Alguns dias antes dos fatos, teve uma carga de drogas, de grande quantidade, subtraída na região, no valor aproximado de R$ 3 mil. Assim, como os traficantes não sabiam quem eram os autores desse furto, tentaram incriminar os usuários contumazes, entre eles a vítima e um amigo dela. Com medo de represálias, os dois passaram a se esconder em casa, evitando sair”, descreve Lucas.

Ele ainda conta que, sabendo disso, o chefe do tráfico local informou às famílias desses usuários que eles estariam perdoados e poderiam voltar a transitar pelo aglomerado.

Após o ocorrido, o homem de 33 anos se envolveria em outro episódio motivado, dessa vez, pelo furto de duas pedras de crack. Segundo a Polícia Civil, a vítima teria encontrado com o primo em um ponto de venda de drogas e, quando o suspeito precisou se ausentar, teria furtado as drogas, fazendo uso de uma e vendendo outra para comprar bebida alcoólica.

Inicialmente, diante do furto, a vítima foi agredida pelo primo e por outro traficante, mas ainda conseguiu fugir e avisar a um amigo sobre a violência sofrida. Com medo, a vítima tentou sair do aglomerado, mas foi interceptada pelos suspeitos e levada para o local onde foi agredida novamente e atingida por três disparos de arma de fogo.

Esse caso gerou muita repercussão, tivemos vários Disque Denúncia Unificados que fomentaram, principalmente, o início da apuração criminal, sobretudo porque o aglomerado não aceitou muito bem, já que havia uma relação de proximidade, entre pessoas que cresceram juntas”, finaliza Lucas.

Os três suspeitos possuem antecedentes criminais por tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo, sendo que o homem apontado como chefe do grupo também tem registro por um homicídio ocorrido em 2018, ação que contou com a participação do primo da vítima, menor de idade à época dos fatos.