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Grupo acusa passense por suposto golpe de estelionato que pode superar R$220 mil

Adriana Dias / Redação

29 de junho de 2021

PASSOS – Um grupo de 12 pessoas procurou a Polícia Militar, a Promotoria de Justiça e a Polícia Civil para acusar um suposto crime de estelionato praticado por uma passense. De acordo com as vítimas, eles foram lesados após fazerem um consórcio de valores em que o rombo pode superar R$220 mil.

Nesta segunda-feira, 28, o grupo foi até a Promotoria de Justiça no Fórum de Passos com o Boletim de Ocorrências em mãos onde foram orientados a procurarem a Delegacia Civil.

No boletim de ocorrências registrado no dia 16 deste mês as vítimas alegaram que a autora realiza consórcios com valores em dinheiro, envolvendo várias pessoas há cerca de treze anos, sendo que os pagamentos eram feitos mensalmente em parcelas de 10 ou 12 vezes com valores que aumentam de acordo com requisitos que são pré-determinados diretamente com a suspeita.

Ainda pelo documento os denunciantes apontam que os pagamentos são feitos pessoalmente ou por transferência bancária, contudo nenhuma das vítimas tem recibo de pagamento ou contrato assinado de nenhum dos consórcios que tenha feito com a suspeita.

De acordo com as vítimas além dos valores dos consórcios, alguns teriam também realizado empréstimos à suposta estelionatária. Um deles emprestou R$40 mil. Outra pessoa chegou a emprestar R$70.900,00. Um outro alega ter emprestado R$80 mil. E, todos são “clientes” da suposta autora nos consórcios que estão com parcelas vencidas e não pagas.

Tais parcelas, conforme as vítimas variam pelos valores que já foram pagos, que são de R$2 mil até R$11 mil.

As vítimas contaram à Polícia Militar que após ficarem sem contato telefônico com a realizadora do consórcio, começaram a levantar suspeitas sobre seu paradeiro.

Mesmo sem pagar os clientes, a autora ainda teria ligado para cobrar as parcelas. Uma das vítimas teria ido até a casa da acusada e que ela teria gritado de dentro de sua residência: “Quero ver alguém provar alguma coisa, nunca assinei nada”.

A PM foi até o local, sendo que o esposo da suposta autora teria dito que ela contraiu covid-19 e estaria em quadro de depressão e estaria internada em outra cidade, mas que procuraria a Polícia Civil para prestar esclarecimentos.