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Focos de incêndio na região aumentam 79,41% este ano

8 de junho de 2020

Foto: Divulgação (Agência Brasil)

PASSOS – A soma do número de focos de incêndio em 14 municípios da região em 2020 cresceu 79,41% em comparação a 2019. Segundo dados compilados pela equipe de Corpo de Bombeiro Militar de Passos, de janeiro a maio deste ano, foram identificadas 61 ocorrências, já no mesmo período do ano anterior, com 27 registros a menos, o resultado foi de 34 situações.

De maneira segmentada, de janeiro até o mês passado, foram registrados 51 incêndios em lotes vagos da região, o número é 70% maior que o identificado nos primeiros cinco meses de 2019, quando o resultado foi de 30 ocorrências. Em relação a alta de incêndios florestais, a crescente foi de 150%, passando de quatro para dez registros.

Em ambos os anos, os meses de maio foram os períodos com a maior quantidade de focos registrados. No caso de 2019, foram identificadas 15 ocorrências, sendo 13 em lotes vagos e dois incêndios florestais, enquanto que, em maio deste ano, dos 37 boletins realizados, 33 correspondem a incêndios em lotes vagos e quatro em demais áreas florestais.

Os números anteriormente citados correspondem as localidades contempladas pela companhia, a qual abrange os territórios de Alpinópolis, Bom Jesus da Penha, Capetinga, Carmo do Rio Claro, Cássia, Claraval, Conceição da Aparecida, Delfinópolis, Fortaleza de Minas, Ibiraci, Itaú de Minas, Passos, São João Batista do Glória e São José da Barra, porém, conforme Daniel Anconi de Sousa, o 1º tenente do Batalhão Militar, a grande maioria dos atendimentos, principalmente em lotes vagos, se deram em Passos.

Sobre o aumento, o tenente Daniel de Sousa ainda informou que os resultados mudam anualmente, conforme as condições climáticas da região, além disso, a equipe não identificou um motivo especifico para os atuais resultados.

O número de incêndios varia muito de ano pra ano, principalmente em razão das condições climáticas, temperatura e quantidade de chuvas. Anos mais secos e quentes propiciam uma rápida propagação do fogo, e muitas vezes acarreta numa perda de controle do que se queria ser uma “queima controlada”, ou limpeza de lote. Nossa equipe não percebeu um motivo específico para esse aumento atual”.

Em relação as ocorrências de incêndios florestais, o tenente lembrou que raramente consegue-se dados concretos sobre as causas deste tipo de acontecimento.

Dificilmente é possível obter resultados que de fato comprovem a origem dos focos, mas grande parte têm origem em práticas agrícolas irregulares e incêndios criminosos”, completou.

Por fim, sobre a alta nos últimos meses do primeiro semestre, Sousa citou informações sobre o período de chuva e cronograma das atividades rurais.

“A fase mais crítica de incêndios geralmente é entre junho e setembro, época quente e sem chuvas. Como nos primeiros meses do ano costuma-se ter um número maior de chuvas, é normal termos um número menor de incêndios. As queimadas em propriedades agrícolas acontecem de acordo com a colheita e necessidade de limpeza de terreno ou pasto”, encerrou.