Destaques Polícia

Excesso de velocidade atinge 45% das infrações no trânsito de Passos

Por Talita Souza / Especial

16 de outubro de 2021

Às multas, por não identificação do condutor infrator, imposta à pessoa jurídica aumentaram mais de 200% em um ano./ Foto: Reprodução.

PASSOS – Cerca de 45% das infrações de trânsito registradas entre janeiro e setembro deste ano em Passos foram por excesso de velocidade. Segundo dados do Departamento Estadual de Trânsito de Minas Gerais (Detran-MG), 7.545 (34%) foram por dirigir em velocidade superior à máxima permitida em até 20% e 2.413 (10,9%) por transitar em velocidade acima de 20% e até 50%. Nos nove primeiros meses de 2021, o município teve 22.132 infrações de trânsito, 9.118 a menos na comparação com o mesmo período do ano passado (-41,2%).

Também foram registradas 1.777 multas por não identificação do condutor (8,03% do total), imposta à pessoa jurídica, e 1.364 pelo não uso do cinto de segurança (6,16%) entre janeiro e setembro de 2021.Em relação aos nove primeiros meses de 2020, as infrações por velocidade acima de 20% tiveram queda de 42,18% na cidade.

As ocorrências de velocidade acima de 20% e até 50% também diminuíram (-31,46%) e as multas por não usar cinto de segurança caíram 10,84% em 2021. Nas infrações por não identificação do condutor, foram 1.303 registros a mais neste ano, o que representa uma alta de 275% em relação aos meses de janeiro a setembro de 2020 na região.

Penalidades

Transitar em velocidade superior à máxima permitida no local, seja em rodovias, vias de trânsito rápido e demais vias, é considerado infração média quando a velocidade for superior à máxima em até 20%, com penalidade de multa, segundo o Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

Se a velocidade for superior à máxima em mais de 20% até 50%, a infração é considerada grave, com penalidade de multa. Caso o condutor atinja a velocidade superior à máxima permitida em mais de 50%, é considerado infração gravíssima e, como penalidade, há multa e suspensão do direito de dirigir.

Segundo o Artigo 167, do CTB, deixar de usar o cinto de segurança, condutor ou passageiro, é considerada uma infração grave, com penalidade de multa e, até mesmo, retenção do veículo até a colocação do cinto pelos infratores.

Já em relação à multa por não identificação do condutor infrator, imposta à pessoa jurídica, de acordo com do Artigo 257, do CTB, “Não sendo imediata a identificação do infrator, o principal condutor ou o proprietário do veículo terá quinze dias de prazo, após a notificação da autuação, para apresentá-lo, na forma em que dispuser o Conselho Nacional de Trânsito (Contran), ao fim do qual, não o fazendo, será considerado responsável pela infração o principal condutor ou, em sua ausência, o proprietário do veículo”.