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Delegado da PC afirma que homem morreu afogado

26 de novembro de 2020

O caso ocorreu no dia 27 de junho deste ano, nas proximidades da região turística do rio Turvo, em Capitólio. / Foto: Divulgação

PASSOS – Quase cinco meses após o desparecimento de um homem de 30 anos nas águas do Lago de Furnas, os indícios, até o momento, apontam para morte por afogamento. Foi o que disse o delegado regional da Polícia Civil de Passos, Marcos Pimenta, na terça-feira, 24. O caso ocorreu no dia 27 de junho deste ano, nas proximidades da região turística do rio Turvo, em Capitólio. Pimenta afirmou à reportagem que realmente há evidências de que Felipe Tadeu Benedito tenha pulado na água e, por um motivo desconhecido – pode ter batido a cabeça na lancha –, acabou se afogando. O inquérito está praticamente concluído e será encaminhado ao Poder Judiciário de Passos para apreciação das autoridades competentes.

Ao longo da apuração, a Polícia Civil ouviu diversas testemunhas, realizou pedidos cautelares para análise de dados telefônicos da vítima, obteve materiais dos militares do Corpo de Bombeiros de Passos e Piumhi que estiveram no local do incidente e trabalharam por vários dias na possível localização do corpo.

Diante de todas as provas contidas nos autos, a hipótese mais verossímil é que Felipe tenha mesmo desaparecido nas águas logo após ter pulado da lancha. As informações indicam que ele pulou da lancha após uma brincadeira e não mais foi visto. Nós não sabemos a razão precisa pela qual a vítima não conseguiu voltar à superfície, sugerindo que tenha batido a cabeça contra a embarcação e se afogado”, ressaltou o delegado.

Pimenta afirma que a profundidade no local em que a vítima se afogou é de 62 metros, além de haver muitas árvores e pedras submersas naquele ponto. “Tudo indica que o corpo da vítima ficou preso em algum objeto, como galhos, por exemplo, por isso ainda não subiu até a superfície das águas”, esclareceu. O delegado também destaca que, se aparecer um indício diferente da atual linha de investigação, a Polícia Civil dará sequência ao caso.


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  • Família
  • O caso

Família

O irmão da vítima, José Rodrigo Benedito, cuidador de idosos e instrutor de artes marciais em Carmo do Rio Claro, diz que toda a família almeja uma prova concreta de que Felipe Tadeu Benedito esteja morto:

Se realmente o inquérito for concluído com a atual versão do Dr. Marcos, exigiremos que os responsáveis pelas buscas nos apresentem formalmente ao menos um dos ossos do corpo, bem como os motivos do seu afogamento. Hoje, tem tecnologia para tudo, inclusive para achar uma comprovação que nos convença de verdade sobre sua morte por afogamento, mesmo com a profundidade do lago. Não acreditamos fielmente que Felipe tenha se jogado da lancha nas águas, porque o conhecíamos muito bem”.


O caso

As informações colhidas até agora dão conta de que, por volta das 20h30 do dia 27 de junho, um sábado, Benedito teria pulado da lancha ainda em movimento. Na embarcação, estavam outras nove pessoas, incluindo o piloto e proprietário da lancha. Segundo testemunhas, ao cair nas águas, ele não mais foi visto, nem sequer foram ouvidos pedidos de socorro.

Dezesseis dias após o afogamento, mesmo com as buscas realizadas pelos pelotões do Corpo de Bombeiros Militar de Piumhi e Passos, não houve nenhum sinal do homem de 30 anos. Os trabalhos submersos dos mergulhadores foram encerrados na semana seguinte ao caso. As buscas continuaram ocorrendo apenas com uso de barcos em toda a região onde o carmelitano desapareceu. Os marinheiros da Delegacia Fluvial de Furnas, no município de São José da Barra, também participaram das ações.

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