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Criciúma vive horas de tensão com maior assalto a banco

2 de dezembro de 2020

Foto: Divulgação

CRICIÚMA – Intensos tiroteios foram registrados na cidade de Criciúma, no sul de Santa Catarina, na madrugada de ontem. Segundo o chefe da Central de Emergência, Major Eduardo Moreno, a violência teve início com a ação de uma quadrilha especializada em assaltos a bancos, que invade cidades, realiza roubos simultâneos e ataca postos policiais.

De acordo com o 9º Batalhão de Polícia Militar (BPM), um policial foi baleado no abdômen e está em situação estável. Um vigilante também foi ferido, mas não há detalhes sobre a condição de saúde dele. Os criminosos conseguiram fugir a bordo de dez carros que foram encontrados num milharal a cerca de 20 quilômetros de Criciúma, no município de Nova Veneza. Na fuga, eles deixaram cair pelas ruas da cidade uma grande quantia de dinheiro.

Quatro pessoas foram presas após recolherem R$810 mil que ficaram jogados no chão, após uma explosão provocada durante o assalto. Cerca de 30 quilos de explosivo foram espalhados em vários pontos da cidade, mas a polícia não sabe quanto efetivamente foi usado. O esquadrão antibomba foi acionado.


Maior assalto ocorrido em Santa Catarina

Comandantes da Polícia Militar e o governador de Santa Catarina, Carlos Moisés (PSL), realizaram uma entrevista coletiva ainda na terça-feira, 1º, para dar detalhes sobre o assalto. Segundo as autoridades, foi o maior roubo já ocorrido no estado.

Já se iniciou o trabalho de investigação desse que podemos afirmar ser o maior roubo, de maiores proporções já acontecido no estado de Santa Catarina”, afirmou o delegado Anselmo Cruz, da delegacia de roubos e antissequestro do estado.

O governador afirmou que episódios de assalto a banco não são comuns em Santa Catarina. “Criciúma passa por um episódio de violência extrema, que não é comum. Entendemos que a ação foi bem sucedida pelos marginais, essa é a verdade: eles conseguiram seu intento”, disse Moisés.

O coronel Marcelo Pontes, que é subcomandante-geral da Polícia Militar de Santa Catarina, lembrou que pelo menos 40 criminosos fortemente armados fizeram parte da ação, utilizando dez carros. “Eles planejaram a ação. Fizeram segurança de perímetro e toda uma articulação de segurança própria, usaram inclusive reféns para se protegerem de eventual intervenção policial”, disse.

Saíram em fuga por volta das 2h da manhã, monitoramos e, ao amanhecer, localizamos os 10 veículos. Dentro desses veículos, em dois deles, há vestígios de sangue. Um [carro] foi alvejado pelo esquadro antibombas. O outro [tinha sangue] no banco traseiro, talvez decorrente do explosivo, ele pode ter se ferido e sangrado dentro do veículo”, explicou Pontes.

A polícia segue com os trabalhos de investigação na cidade. E pelo menos quatro pessoas foram presas por “furto” após recolherem R$810 mil que ficaram espalhados nas ruas.