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Centro Sócioeducativo de BH inicia aulas online

12 de novembro de 2020

Foto: Divulgação (Site EBC)

BELO HORIZONTE – Os jovens que cumprem medida de internação no Centro Socioeducativo Horto, em Belo Horizonte, passaram a ter aulas online, ao vivo, da educação básica regular. A nova metodologia começou no fim de outubro, após uma articulação da unidade junto à Escola Estadual Jovem Protagonista – instalada no centro. As atividades, até então executadas exclusivamente por meio de teleaulas e apostilas, foram substituídas por transmissões simultâneas.

Os jovens têm participado ativamente das aulas. Pedro Marcos* é um deles. Ele cursa o 1° ano do ensino médio e conta que está feliz por voltar a ter contato com seus professores. O adolescente compartilha, também, que acabou de conquistar uma vaga de emprego, como aprendiz, num processo seletivo de empresa parceira da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), junto a outros três adolescentes.

Pedro, que já fez trabalhos informais, acredita que os estudos podem trazer boas perspectivas de emprego. “Com a aula on-line, é mais fácil compreender a matéria e podemos tirar nossas dúvidas. Os professores também nos inspiram. Acredito que irá me ajudar muito no trabalho e pretendo, futuramente, fazer um curso técnico ou uma faculdade, para aprender mais”, revela.

A pedagoga Aline Marques, integrante da equipe técnica multidisciplinar do Centro Socioeducativo Horto, diz que o contato com o professor, mesmo que em meio virtual, é fundamental para o processo de ensino-aprendizagem.

Ele é mais que um mediador. É uma figura de apoio e incentivo. Está sendo uma experiência inusitada para os jovens, que ainda estão se adaptando ao novo formato de ensino e às ferramentas tecnológicas”, reforça.

A supervisora da escola, Lorena Lemos, também acredita que iniciar as aulas virtuais na unidade Horto foi uma grande conquista.

Para os educandos, ter a oportunidade de contar com o professor on-line, para explicar e tirar dúvidas em relação ao conteúdo, é extremamente importante”, observa.

*Nome fictício para preservar a identidade do adolescente, conforme recomendação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).