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Bombeiros de Paraíso combateram cerca de 400 incêndios

5 de outubro de 2020

A maior parte dos incêndios combatidos nos últimos dois meses ocorreu às margens de rodovias e na zona rural. / Foto: Divulgação

S. S. PARAÍSO – Um levantamento divulgado pelo 2º Pelotão de Corpo de Bombeiros de São Sebastião do Paraíso trouxe um dado preocupante em relação ao número de incêndios no município. De abril a setembro de 2020, foram quase 400 ocorrências, mais do que o triplo de casos registrados no mesmo período do ano passado. Conforme os dados apresentados, durante os seis meses, a corporação foi acionada para combater 394 incêndios. Em abril, foram 47 ocorrências, em maio, 63, em junho, 33, em julho, 78, em agosto, 77 e em setembro, 96. Já no mesmo período de 2019, haviam sido apenas 155 atendimentos.

Segundo o sargento Giovani Duarte, os números levantados preocupam a corporação.

É preocupante, sim, especialmente em relação aos meses de agosto e setembro, nos quais tivemos um aumento considerável nos incêndios em áreas rurais. São ocorrências muitas vezes demoradas, pelo relevo da região, que dificulta o acesso ao local do fogo. Além disso, temos que lidar com os fatores climáticos, como a seca e a velocidade do vento, que influenciam na propagação das chamas, causando efeitos devastadores”, disse.

As estatísticas apontam que as áreas mais atingidas abrangem as margens das rodovias BR-265, BR 491, MG-050 e LMG-486, além de estradas rurais dos municípios de São Sebastião do Paraíso, Pratápolis, São Tomás de Aquino, Itamogi e Monte Santo de Minas, que também são atendidos pela corporação. No último fim de semana, 14 incêndios foram atendidos pelos bombeiros em Paraíso, além de outros que não puderam ser combatidos. O sargento afirmou que o pelotão tem se redobrado para atender todas as solicitações que chegam à sede, mas nem sempre é possível.

Temos trabalhado dia e noite, com reforço de equipes da administração e bombeiros de folga, para combater os incêndios na região. Porém, devido à grande demanda, a corporação prioriza os incêndios com maior risco, como a residências, matas nativas, e os ocorridos nas margens das rodovias, com riscos de acidentes devido ao grande acúmulo de fumaça”, explicou.

Ainda segundo o militar, a maior parte dos incêndios é provocada por ação humana, ou seja, podem ser evitadas.

A melhor forma de combater esses incêndios é evitar que eles ocorram. Por isso, pedimos a conscientização da população, pois os incêndios prejudicam o meio ambiente e, consequentemente, a saúde das pessoas. Aos proprietários de lotes vagos, pedimos para que os mantenham limpos e carpidos, não depositando lixo, papel, madeira, entulho, móveis usados e pneus velhos, que propiciam maior propagação aos incêndios. Há locais apropriados para descarte destes materiais, cedidos pela Prefeitura. Aos proprietários rurais, solicitamos que estes construam aceiros em suas propriedades, que facilitam, caso ocorram incêndios, sua continuidade e os impedem de passar para outras propriedades rurais e plantações”, concluiu Duarte.