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Acusado de feminicídio é condenado a 18 anos de prisão

25 de fevereiro de 2021

Foto: Divulgação

DIVINÓPOLIS – Neivan Mourão Froes, de 25 anos, acusado de ter matado a esposa de 23 anos a facadas e por asfixia em dezembro de 2019, foi condenado a 18 anos de prisão após a realização de um júri popular na quarta-feira, 23. A sentença definiu o jovem como culpado de feminicídio quadruplamente qualificado.


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O advogado do condenado, Sergio Antônio Campos Freitas, disse que estuda a possibilidade de recorrer da sentença. Conforme a sentença, o júri levou em consideração o motivo fútil, assassinato mediante asfixia e impossibilidade de defesa da vítima, tornando o feminicídio como crime hediondo quadruplamente qualificado perante a Justiça.

Na época, o condenado disse à polícia que matou Janaína Figueiredo porque ela teria se negado a ter relações sexuais com ele. Familiares da vítima foram para o Fórum e acompanham os trabalhos da Justiça. De acordo com o juiz da 2ª Vara Criminal, Mauro Riuji, participaram do júri popular cerca de sete pessoas que foram escolhidas por meio de sorteio.

Conforme a Polícia Civil, o irmão da vítima contou ter recebido uma mensagem do cunhado falando que teria matado a esposa porque ela se recusou a ter relação sexual com ele. De acordo com a Polícia Militar (PM), a jovem já estava morta quando os militares chegaram à casa do casal no Bairro Fábio Notini.

O autor foi encontrado com vários cortes pelo corpo e deitado no chão ao lado da vítima. O celular do jovem chegou a ser periciado. Na época, o delegado da Polícia Civil que estava à frente do caso, Rodrigo Noronha, disse que as investigações sobre a motivação do crime, a princípio, partiram mesmo da recusa da vítima em ter relações sexuais com o autor. Apesar disso, a polícia não descartou outras hipóteses.