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Acusado de comandar tráfico no Santa Luzia, pastor é preso

4 de março de 2021

Durante a investigação, a polícia civil fez duas apreensões de drogas desde o dia 18 de fevereiro. em uma delas, os policiais encontraram 20 quilos de maconha. / Foto: Divulgação

PASSOS – Um pastor evangélico, de 37 anos, foi preso pela Polícia Civil por suspeita de tráfico de drogas e posse ilegal de arma de fogo. Ele é acusado de chefiar a venda e o fornecimento de entorpecentes no bairro Santa Luzia, em Passos. Segundo o delegado Danilo Gustavo Silva Costa, da Delegacia de Combate às Drogas de Passos, a detenção aconteceu nesta quarta-feira, 3, em cumprimento a um mandado de prisão preventiva, após cerca de dois meses de investigação sobre o grupo criminoso do pastor.

No dia 18 de fevereiro, em uma casa no bairro Bela Vista, a Polícia Civil apreendeu cerca de 20 quilos de maconha, sendo que a maior parte estava escondida no porta-malas e no espaço para o pneu de estepe em um veículo SUV, do pastor. Na ocasião, também foram apreendidos um revólver, munições e outras drogas e um jovem foi preso em flagrante no local.

No último sábado, em outra ação relacionada ao grupo do pastor, a Polícia Civil apreendeu cinco quilos de maconha, quatro de cocaína e meio quilo de crack, que estavam enterrados no quintal de uma residência no bairro Casarão. No local, um homem foi preso em flagrante.

De acordo com o delegado Danilo Gustavo, o pastor foi preso no Jardim Califórnia, na casa de um comparsa, onde tentava se esconder da polícia por conta das investigações e das apreensões. Nas duas ações da Polícia Civil foram encontrados cerca de 30 quilos de maconha, quatro quilos de cocaína e 800 gramas de crack. A droga comercializada pelo suspeito vinha de Ribeirão Preto (SP) e era distribuída em todo o município de Passos, afirma o delegado.

Segundo Danilo Gustavo, o suspeito atuava em uma igreja evangélica na rua Goiás, no bairro Santa Luzia, mas a instituição religiosa que foi fechada em abril do ano passado, durante as medidas de restrição impostas pela pandemia de covid-19. De acordo com o delegado, as investigações sobre o grupo do pastor tiveram início há cerca de dois meses e duas pessoas foram presas, além do pastor.

Ele também é investigado por suspeita de integrar uma organização criminosa. De acordo com o delegado, com as prisões do pastor e dos outros dois suspeitos e as apreensões realizadas nas últimas semanas, a Polícia Civil acredita que o grupo foi desbaratado, mas as investigações prosseguem para encontrar outros criminosos envolvidos no esquema. Participaram das diligências os delegados regional, Marcos Pimenta, da Delegacia de Combate às Drogas, Danilo Gustavo, o inspetor Fábio Bernardes e os investigadores Ronaldo Alcântara, Ricardo Henrique, Lucas Barros, João Paulo Oliveira e Edmar Terra.