Opinião

Vamos falar da política mineira?

POR KEILA REIS

14 de julho de 2021

Você sabia que muitos projetos que poderiam deixar a nossa vida, dos mineiros melhor, muitas vezes não prosperam por interesses políticos particulares?

Quando elegemos um deputado, a sua principal e mais importante função é fiscalizar o executivo e aprovar leis e bons projetos para que o estado entregue o que precisamos dele: saúde, segurança, educação e infra-estrutura. Mas em busca de cativar seus eleitores e manter seu mandato, muitos se esquecem desta missão. Ficam monopolizando informações, emendas e pessoas. Por isso defendo que a Lei deveria mudar para um único mandato para todos, de vereador a presidente, assim não haveria margem para esse tipo de atitude. Vamos a um exemplo prático em nosso estado:

Os deputados mineiros levaram 130 dias de atraso na votação do PL 2.508/21. O Projeto ficou engavetado por determinação do Dep. Agostinho Patrus (PV). Minas Gerais fechou o maior acordo de todos os tempos, são 37 bilhões, homologados pelos tribunais de contas e as justiças mineira e federal, o Projeto de Lei precisava ser votado e se encontrava desde fevereiro parado na Assembleia Mineira. Mesmo com a pandemia ceifando vidas dos mineiros diariamente e o PL contemplar obras de 05 hospitais regionais, rodovias, escolas, com investimentos diretos de 11 bilhões, o Deputado preferiu tratar o projeto de forma eleitoreira.

Literalmente engavetado sem nenhuma justificativa descente e obviamente por interesses politiqueiros. Ao ler nossos principais jornais de Minas é possível verificar que o governo atual não pode ir bem, para que os objetivos eleitorais sejam satisfeitos não importando o prejuízo a nós mineiros. Só de empregos seriam mais de 300 mil novos postos abertos de forma direta se este projeto de lei tivesse sido aprovado desde março.

Economia e obras girando por todo o estado. Agora em julho a Assembleia votou uma PEC sobre transferência especial, onde o objetivo alegado é agilizar o repasse de um valor pequeno diante do tamanho do acordo, apenas R$ 1,5 bilhão dos municípios, “dando mais autonomia às prefeituras mineiras”. Entre aspas porque essa autonomia que alguns deputados querem é deixar prefeitos gastarem livremente e sem prestar contas do dinheiro. Sendo que o mais seguro e justo para a sociedade é sempre gastar dinheiro público por convênio e prestando contas de forma célere, ainda mais neste acordo que envolve vidas perdidas.

Porém, declarou o governo que a PEC não soluciona os entraves mais importantes que inviabilizam o cumprimento do acordo judicial, e altera a legislação estadual, portanto, a proposta da ALMG não pode alterar o acordo judicial. Este entrave do projeto favorece apenas a oposição ao governo, pois as obras teriam apenas o tempo da contratação, e quase nenhuma execução, em função do prazo e as restrições jurídicas do período eleitoral. É justo nós mineiros ficarmos em segundo plano, a tragédia não ser reparada, tanto dinheiro parado? É para isso que os elegemos?

Trabalham 2 anos e os outros 2 anos recebem altos salários para apenas brigar por motivos eleitorais? Discordo completamente da postura da Assembleia, os elegemos para pautar e discutir bons projetos entre todos os deputados eleitos e não para engavetar e priorizar o que querem… nós cidadãos de bem devemos olhar bem para essa situação antes de renovar nossos votos. Um movimento voluntário da sociedade civil, aconteceu na semana passada na Praça da Assembleia em BH como um ato simbólico na luta pelo aprovação do ACORDO DA VALE.

Parabenizo aos organizadores do DespertaJá e todos que se fizeram presentes na ALMG e na internet. Precisamos acompanhar o trabalho dos deputados eleitos e o presidente Agostinho! Por Minas, por Brumadinho, pelo nosso meio ambiente, por reparação, empregos e renda já para nosso povo. E todos nós Passenses podemos apoiar este importante projeto, basta usar em suas mídias sociais a hashtag #acordodavaleja

KEILA REIS, analista de marketing