Opinião

Um mundo novo nos aguarda

POR LUIZ GONZAGA FENELON NEGRINHO

24 de Maio de 2021

Hoje parece um dia como outro qualquer. Mas não é. Disso tenho certeza. Posso ser parte modificadora dos processos pelos quais vou passar. Bem sei. Não vou fazer muito. Na verdade não posso fazer muito. Mas a mim cabe uma tarefa relevante. Por obrigação, e de forma voluntária, vou passar por decisões e opções, quando então vou fazer a minha parte.

Pode parecer pretensão ou vaidade o fato de objetivar mais que posso. Mas eu posso. E asseguro: se todos fizerem a sua parte, na plenitude das circunstâncias e ideais, o mundo será melhor. E maravilhas vão acontecer! Por que não? Tenho potencial para fazer de cada momento de minha vida um espetáculo à parte. Uma vida melhor. Bem diferente daquela em que, no cruzar de braços, deixo as águas rolarem. Senão em aspectos de magia, pelo menos na amplitude de bons e reais acontecimentos de conteúdo programático.

Na verdade, para que isso ocorra, também é preciso a participação de todos. Que tal? É difícil? Não. Em absoluto.
Senão, vejamos: uma caminhada não começa com um passo? Ou, ainda e melhor, com um pé? Uma mudança pode começar com uma atitude. Um querer. Um ‘eu quero’… Eu posso. Ato conseqüencial, justo que assim seja.

Aprendi, faz tempo, sou filho do universo. E irmão de tudo e de todos que habitam este planeta. Posso ser parente distante das estrelas e dos astros. Bem de longe, astros e estrelas, nos espiam. Tenho comigo: torcem por nós. Na probabilidade de vívidas promessas. Às vezes, dá certo; noutras vezes, não. Mas a torcida é silenciosa e não menos expressiva e categórica.

E posso assegurar. Como companheiros de momentos e de viagem, tenho os asteroides a favor. Vira e mexe estão por aqui. Dizem – não entendo bem disso – vêm do alto e trazem notícias. O significado, muitas vezes, fica ininteligível. Queria entender. Não consigo. Como o insculpido no poema ‘Desiderata’, publicado em 1948 (há controvérsias), de autoria do filósofo e advogado Max Ehrman.

Há muito por dizer, por enunciar, por fazer entender e explicar. Quanto à autoria, sou meio que Chacrinha, o Velho Guerreiro. O comunicador brasileiro de TV, não tão conhecido por Abelardo Barbosa. Passou por aqui como um asteróide, deu seu recado (mandiocas e bacalhaus na mão, jogados ao público), e disse: “Nada se cria, tudo se copia”.
Bem antes, outro disse, um pouco diferente: “Nada se cria; tudo se transforma”. Antoine Lavoisier. Esse o autor. Importante nome para o mundo científico.

Assim o fez para referir-se à Lei de Conservação das Massas. Podemos utilizar o vocábulo “massas”, em nível de empréstimo, como contexto social, nova ordem social. Pela convivência de grupos, lavre-se, pois, o contexto social.
Na verdade, não importa muito quem disse. Importa o que disse. Também se produzido por um monge, pela irmã de caridade, por um ou outro. O que vale – o prevalente – é a comunhão de tudo com todos. Essa nova ordem social. O essencial do bem posto e ajambrado é que não podemos e não devemos jogar às janelas da desilusão as chances e possibilidades que nos são ofertadas e reveladas a cada momento precioso da vida.

Sei e passo adiante. É o que posso fazer agora. A notícia interessante é a de que o dia de hoje vai ser bom. Muito bom. Edificante. Muitas as divisões na sorte e nas empreitadas. Mesmo à custa de muito suor e amolações. E são tantas.
Há pouco, uma sirene soou pungente, vindo da avenida, no fundo de casa. Parecia ser de uma ambulância levando um doente para o hospital. Haverá vagas? Em onomatopéico som: “Ar, ar! Ar, Ar! Ar, ar!”

E faz doer. Dói!

E assim a vida segue. Perde-se um amigo, um conhecido, um parente… E mais outros. Em meio à angústia da perda, o saber que partiu dessa para melhor. A convicção da crença em face do não vê. Por isso viver no retilíneo. Na retidão de atos. Guarnecido na precisão da fé. Dizem existir a Contabilidade do Universo. Para muitos, conjunto de leis superiores a envolver o todo, regido por um ser supremo, infinitamente todo-poderoso. Ao meu sentir: Deus! Para outros, o respeito no que crê. Ou não.

Depois da atitude mental positiva, convenço-me de que sou homem novo. Inteiramente novo. Revigorado.  Porque posso. Eu vou. Eu tenho. Eu sou! Querem saber: tremendamente feliz! Que bom que tenho alguém para compartilhar esse fantástico mundo de perspectivas. Muitas das quais fabricadas por mim mesmo. Daí o meu sucesso.

Desse modo, compartilho com amigos, conhecidos, e os nem tanto, a verdade por mim estabelecida: sou vencedor. Mais que vencedor. Venham comigo. Vamos formar o maior e o melhor time do mundo de todos os tempos.
Eu creio nisso. Você crê? Então, não vacile. Venha! Decida-se. Aferre-se à postura de grande valia. Pegue garupa. Achegue-se aos bons de mente, espírito e coração. Sempre cabe mais um no arsenal que se ergue para brilhar no plantel dos sonhos.

“Certa Victoria!” Sim, a vitória é certa!

A todo custo vamos continuar lutando contra a maré angustiante que abate o nosso povo. Vamos em frente. A despeito do não permitir-se de influências nefastas que, mais acentuadamente, nos atingem na correspondência do dramático. É isso. E mais outro pejorativo para o país, em coleções. “Brasil: o país das mentiras!”
Salve-se, quem puder!

LUIZ GONZAGA FENELON NEGRINHO, advogado, com escritório em Formiga, escreve aos domingos nesta coluna.