Opinião

Tempo sombrio

Por Paulo Natir

13 de outubro de 2021

“Romântico é uma espécie em extinção”.

Não está fácil. O mundo está em desalinho (fora de ordem). No Brasil mais de 14 milhões de pessoas estão desempregadas e outras cinco milhões desalentadas, ou seja, desanimadas, não procuram mais emprego. Ainda é mais dramática a situação dos cidadãos que não estudam e nem trabalham. Segundo o IBGE, 13,5 milhões de brasileiros enfrentam a pobreza extrema. Para agravar ainda mais o drama da população, a inflação voltou com muita força elevando, principalmente, os preços dos alimentos. Para muitas famílias falta o básico do básico. Nessa situação extremamente adversa, só nos resta o consolo de Nossa Senhora da Conceição Aparecida – padroeira do Brasil – que celebra hoje seu dia especial. Vamos agradecê-la muito por sua poderosa intercessão. Viva a mãe de Jesus! Como diz o rei Roberto: “todas as nossas senhoras são a mesma mãe de Deus”.

O mundo está literalmente ao contrário e ninguém reparou. Em pleno século XXI um vírus mortal vitima milhões de pessoas em todo planeta. Seria isso o começo do Apocalipse? Alguns dizem que já estamos vivenciando o fim dos tempos faz tempo. Além do luto, as pessoas enfrentam mais uma séria crise financeira. A pandemia fechou milhares de estabelecimentos por todo país. Outros tantos estão enfrentando enormes dificuldades para manter ativa as atividades.

A desolação é muito grande. Com muita tristeza, nosso país já contabiliza mais de 600 mil mortes em decorrência da covid-19. Chegamos a esse número espantoso de óbitos, principalmente, pela conduta criminosa do principal líder desse país que, desde o início da pandemia, nega a gravidade dessa terrível doença que já encerrou a vida de mais 4,5 milhões de pessoas em todo planeta. Além do Brasil, apenas os Estados Unidos já ultrapassaram a ultrajante marca das 600 mil mortes. É uma tragédia enorme. O número de óbitos vem caindo agora em virtude da vacinação.

Jair Bolsonaro é um dos piores líderes mundiais no enfrentamento da Covid-19. Dias desses, na abertura de mais uma assembleia das Nações Unidas o presidente virou, novamente, motivo de chacota por defender – nessa altura do campeonato – o tratamento precoce. O chefe do Executivo brasileiro esnoba o uso de máscara, zomba do distanciamento social, promove aglomerações, além de agir com total displicência, até hoje, no enfrentamento da maior crise sanitária de nosso tempo. Ele desconhece a palavra empatia.

Além das famílias brasileiras enlutadas, vamos pedir a proteção de Nossa Senhora para todos os habitantes do Afeganistão. Vamos rezar, principalmente, pelas mulheres dessa sofrida nação da Ásia. Os terroristas do Talibã novamente assumiram o controle do país, após o Estados Unidos retirarem suas forças armadas daquela sofrida nação. No regime extremista do Talibã as mulheres são subjugadas e não possuem direitos. Que nossa Senhora as protejam. Jesus esteja conosco!