Opinião

Salve, Passos!

POR LUIZ GONZAGA FENELON NEGRINHO

17 de Maio de 2021

Sob as bênçãos do Senhor dos Passos, o município de Passos comemorou na sexta passada mais um ano de emancipação político-administrativa. Cidade orgulho de Minas Gerais. São 163 anos de muita luta, empenho, trabalhos diuturnos, em busca da transformação precisa em favor da ordem, progresso e desenvolvimento de um povo que não mede esforços para situar-se no seu lugar de direito.

Passos é terra de muitas histórias, a misturar-se em outras tantas. E de tal ordem, que fazem sorrir ricos porvires. E na fertilidade de talentos, toda uma gente se enobrece para contá-las e delas encantar-se ainda mais na forma firme e eficaz em favor do seu destino.

Histórias bonitas e histórias que o nem tanto faz contemplar horizontes dourados para se acercar da riqueza de uma comunidade que caminha célere em busca de nobres ideais. E acima de tudo no que tem de melhor.

Passos é a possibilidade praticada na certeza por dias melhores. De gente que faz e acontece. De desbravadores de grandes costados. De professores de bons ensinamentos. E de amantes de livros. Livros a mancheias, como dizia o poeta. Não menos apropriados para lições que a própria vida se encarrega de completar em sabedoria de infâncias queridas.

Há muito Passos deixou de ser dúvida para se tornar certeza. É hospitaleira. Há tantos passantes quantos passenses. E tanto ou mais ficantes do que nativos e passantes. Aglutinam-se no calor do trabalho e do que dele resulta. E se envolvem por melhores dias, na busca da vitória.

Com efeito, há que revalidar esforços pelo bem da comunidade. E fazer valer no bastante. Após o que coletar frutos sadios, que, saídos a posteriori, tanto ou mais vitaminados e produtivos.

Ainda que no seu dia haja festa, celebrações, missas, cultos, eventos de toda ordem, temos pela frente o impasse de um mal que veio para assombrar. Mas Passos é fortaleza sanitária. Barreira a se fazer sentida quando não há mais recurso no conhecimento humano da ciência.

A despeito de sucessivos choros por perdas de entes queridos, não há que se perder a fé. O ideal da bravura recrudesce a esperança. Seu povo é forte. E valente. Carrega consigo a têmpera de que ao luto se solidifica a luta. E não é momento de fraqueza. De espíritos combalidos. É tempo e templo da insuspeição da glória. Da imposição de mãos e força.

Passos sempre prosseguiu “no seu destino glorioso”. Francisco Soares de Melo há quase 13 lustros o dizia. Em resoluta parceria com Zé Negrinho, embelezou a História de Passos com o belíssimo ‘Hino a Passos’, cabendo a Zé da Beca a heráldica: – o Brasão do Município. Talento!

E João Pimenta de Abreu em sagrado manto, sorri ainda mais, com fartura e em abundância, pela fundação de uma terra que se firmou da galhardia da sorte, aos banhos tépidos de um Rio Grande, que nos ondeia.

E a verdade manda dizer que a comemoração se estabelece na ordem de valores éticos, morais e cristãos. Quando tenazes almas soerguem e se unem para conquista de melhores dias e benfazejos amanhãs.

Fato é que a Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG) – Unidade Passos e a Santa Casa se juntaram em esforços comuns para a criação de ‘A Cidade do Saber e da Saúde’, cuja finalidade é a formação de um complexo de estudo, atendimento e pesquisa em saúde, na promoção do bem-estar e qualidade de vida.

Salve, Passos! O município de Passos há de continuar caminhando em linhas fortes e seguras, insinuantes e crescentes – a passos de gigante. Seu povo assim o quer. Sua história assim o exige. Desafios, ainda mais, estão por vir. Na plenitude dos anseios, hão de honrar e tornar Passos ainda mais intensa, sempre mais, nunca menos. Elementos santificadores e multiplicadores assim o determinam, para glória de seu patrono maior: Senhor Bom Jesus dos Passos.

Passos, 163 anos de luta ingente, a caminho da sua história! Por honra e glória de um povo que, do seu passado, faz presente, para ornamentar, sacramentar e glorificar o futuro de sua laboriosa gente.
Salve, Passos! Seu destino, deveras, é glorioso!

LUIZ GONZAGA FENELON NEGRINHO, advogado, com escritório em Formiga, escreve aos domingos nesta coluna