Opinião

Política uma arte mineira

POR PAULO NATIR

9 de fevereiro de 2021

Políticos mineiros representam muito bem nosso Estado e trazem no comportamento e no estilo um rótulo comum nas pessoas nascidas por essas paragens (lugar): aquele que come quieto. Desde a Inconfidência Mineira no século XXVIII até os dias de hoje políticos das mais variadas matizes se destacam no cenário político brasileiro – sejam como presidentes da República ou ministros de Estado. Na semana passada mais um político mineiro foi vitorioso em Brasília sendo eleito para presidir o Congresso Nacional: o senador do DEM-MG Rodrigo Pacheco – que morou em Passos em sua infância e juventude. Ele foi eleito apesar de ainda ser muito jovem – tem apenas
44 anos.

Agora ele se junta a nomes nacionalmente muito conhecidos como Afonso Penna, Juscelino Kubitischec , Tancredo Neves e Itamar Franco. Desde a república Café como Leite – onde paulistas e mineiros se digladiavam pelo poder – até os dias de hoje políticos por aqui nascidos têm seus lugares reservados nos gabinetes do poder nacional.
Além de cargos eletivos os políticos mineiros também sempre tiveram destaque nos ministérios da República: nomes como Milton Campos e Gustavo Capanema – que empresta seu nome para o palácio do MEC (Mistério da Educação e Cultura) foram unanimidade na capital Federal.

Senador em seu primeiro mandato, Rodrigo Pacheco mostrou muita habilidade para atrair apoio. Dez partidos políticos apoiaram o democrata. Tanto o governo como a oposição declararam apoio ao senador mineiro. Nunca, em toda história da política nacional, um político de Passos chegou tão longe. A campanha do senador do DEM tinha três pontos fundamentais: Saúde para o desenvolvimento social, Crescimento econômico e Geração de empregos.
Outra frente a ser priorizada pelos novos dirigentes é o resgate da credibilidade do Congresso Nacional – muito mal avaliado em todas pesquisas de opinião pública. A pandemia do novo coronavírus também esteve na pauta de discussões das chapas então concorrentes.

A propósito, a Covid-19 já infectou quase 90 milhões de pessoas em todo mundo. No Brasil foram mais de 230 mil vítimas fatais da doença. Um lado positivo é que mais de oito milhões de pessoas já se recuperaram do novo coronavírus em terras brasileiras. Em virtude do comportamento de negar a pandemia que adotou o governo brasileiro nosso país ainda vai demorar muitos meses para vacinar sua enorme população. As primeiras doses das vacinas começaram a chegar lentamente na região. A expectativa de todos é muito grande.

Infelizmente, a chegada da vacina não representa o fim da pandemia. O distanciamento social e a boa higienização das mãos ainda são nossas principais proteções contra o vírus. O Brasil tem registrado nos últimos 15 dias mais de mil vítimas fatais diariamente em virtude do coronavírus. É um número muito alto e ainda pode aumentar nos próximos dias. Todo cuidado é extremamente necessário. Principalmente os mais jovens devem evitar aglomerações para proteger seus entes queridos. O bom senso deve prevalecer em benefício da coletividade. Juntos e conscientes temos mais chances de vencer a Covid-19. Tenhamos muita fé!

PAULO NATIR é jornalista.