Opinião

Inclusão, parceria e trabalho

PAULO NATIR

22 de setembro de 2021

É urgente trabalhamos em parcerias. Entes públicos, privados, coletivos e individuais. Este e é um belíssimo exemplo e proposição: extremamente oportuna e muito feliz a dissertação de mestrado do pastor e professor Moisés Coelho Castro, da igreja Presbiteriana Central e do curso de Direito da Uemg/Passos. Um pouco desse primoroso trabalho cientifico foi apresentado nessa Folha pelo estimado advogado Jairo Roberto da Silva, por ocasião do cinquentenário da Apae de Passos. No mês de agosto essa tradicional entidade completou 50 anos promovendo a inclusão e distribuindo muito amor e dedicação às pessoas especiais e seus familiares. Total doação em meio século de intensas e promissoras atividades terapêuticas, educacional, de lazer, muito amor e carinho. Devemos todos, a partir do possível, contribuir sempre com o crescimento da Apae de Passos. Uma entidade de primeiro mundo!

Cinquenta anos de luta, suor, lágrimas e muita conquistas sempre buscando a inclusão para propiciar igualdade em todos os setores da vida. Apesar da intensa luta, sempre em busca da garantia de direitos, ainda há muita desinformação na sociedade brasileira em virtude da falta de conhecimento ou mesmo interesse por parte das pessoas.

O artigo V da Constituição brasileira declara que todos cidadãos são iguais perante a lei, no entanto, na prática isso geralmente não ocorre. Muitas vezes as pessoas são discriminadas principalmente por sua cor ou posição social. Se esse indivíduo for portador de qualquer tido de deficiência ele sempre enfrenta os mais diversos tipos de preconceito, apesar dessa condição lhe conferir direitos – previstos especialmente na Lei da Inclusão.

A efetividade dessa legislação ainda encontra entraves e falhas na maioria dos Estados e cidades brasileiras. Por outro lado, um grande número de cidadãos conscientes trabalham intensamente para dar voz aos especiais.

Os direitos dessa parcela da sociedade deveriam ser de conhecimento de todos. Isso é um ato de amor e cidadania. Porém, a gente vê falhas e até descaso por parte, principalmente, dos poderes constituídos. Nesse contexto é muito exemplar e didático o trabalho da Apae ao longo desses 50 anos. Que nossos agradecimentos atinjam todos exemplares colaboradores da instituição nesse cinquentenário.

Em pleno século XXI pessoas especiais deveriam ter o mesmo nível de convívio/locomotivo das pessoas normais. Por exemplo, elas deveriam ter atendimento prioritário em órgãos públicos e garantia de ensino de qualidade e capacitação e inclusão social em todos os meios, independente da vontade do gestor. Devemos cobrar ações propositivas, principalmente, dos políticos mais próximos a nós, ou seja, prefeito e vereadores.

Parte da sociedade organizada está engajada nessa batalha visando o bem-estar das pessoas especiais. Devemos trabalhar muito para ampliar, por exemplo, o mercado de trabalho para esses cidadãos. O empenho desses indivíduos é sempre muito espetacular. A busca pelo aperfeiçoamento deve ser constante. A atenção, cuidado e carinho dos familiares é fundamental. A inclusão no esporte é sensacional.

As características e especificidades de cada pessoa precisam ser atendidas de modo a garantir a universalização de políticas públicas e o respeito às diversidades. A Lei brasileira da Inclusão é de 2 015 e diz que pessoas com deficiência devem ser vistas primeiramente como sujeitos de direitos. Especialistas ainda afirmam que ações nessa instigante área devem seguir essas diretrizes: Inclusão social e funcional/Inovação e educação inclusiva/Acessibilidade arquitetônica e urbanística/ Acessibilidade comunicacional e tecnológica.

No mais é dar prioridade e amor incondicional a essa turma. Muito obrigado Moisés Castro e Jairo Roberto por nos trazer esse assunto extremamente sensível e oportuno. Para aquisição dessa obra liguem para o celular 35 9 9979-6842. Um grande abraço a todos!