Do Leitor

Urna confiável

21 de agosto de 2021

Ontem fiz um ecocardiograma doppler colorido num desktop superpotente e que imprime o resultado na hora. Pois é, colorido. Engraçado, não é? Você tem muito mais detalhes e pode conferir na hora. Mas, por garantia, não devia ter feito com aquele equipamento de 1974 que foi trazido por Egas Armelin para o Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo, provavelmente com um monitor de fósforo verde e que não imprimia nada, ficava só no monitor e pronto. A urna que não imprime o voto é a mesma situação. Não aceitar melhoramentos é sinal de burrice, ou tem outras coisas de interesse por trás. Até já ouvi que dá trabalho contar votos. O TSE está com preguiça? Os mesários estão com preguiça? O voto impresso é um pedido do povo, não de Bolsonaro. Ainda bem que ele está a favor e seria melhor que todos fossem, teríamos menos medo da apuração e ninguém poderia lançar uma dúvida sobre o TSE. Não aprovado o voto impresso, não me resta a opção senão acreditar que existe falcatrua na apuração dos votos.

Synval Delano Motta Runha – São José dos Campos/SP

O fantasma do terrorismo

Estamos assistindo a um quadro humanitário dramático do povo afegão. Se a situação já não era tão confortável com a ocupação americana e seus aliados, agora, órfãos com a saída das tropas internacionais e com a tomada do país pelos extremistas do Taleban, o povo tenta fugir destas milícias e é fuzilado e morto. Donald Trump, durante sua gestão como presidente do EUA, fez acordo com este grupo extremista prometendo que depois de 20 anos as tropas americanas iriam deixar o Afeganistão, e Joe Biden, certo ou errado, seguiu à risca esse acordo costurado por Trump. O Afeganistão não tem solução. Assim como, infelizmente, temos os mesmos problemas insolúveis na Síria, no Iraque, em parte do Líbano, na África, etc., onde governos totalitários e corruptos são contaminados por terroristas e financiados por Rússia, Irã, Arábia Saudita, etc. Somente no Afeganistão os EUA gastaram mais de US$ 1 trilhão. E o povo americano não aprova mais essas ações políticas, ditas humanitárias. E, como um acordo envolvendo os países citados acima é quase impossível, mais a China, que se recusa a engajar, agora, com o Taleban assumindo o governo do Afeganistão, o mundo viverá com o fantasma do fortalecimento do terrorismo.

Paulo Panossian – São Carlos/SP