Do Leitor

Tratamento precoce

13 de Maio de 2021

Se o tratamento precoce da covid19 fosse eficiente e, segundo afirmou o presidente, alcançado a salvação de milhões de pessoas, teríamos de chegar a uma conclusão totalmente absurda: se não houvesse sido utilizado o tal tratamento, adotado pelos tais milhões no Brasil, então haveria iguais milhões de internações e de mortes, além do número elevado que já temos; de qualquer forma, um número próximo de mortes ao de todas as ocorrentes no mundo inteiro (cerca de 3 milhões), até agora.

Melhor explicitando: se não houvesse ocorrido o tal tratamento precoce, teríamos tido centenas de milhares ou milhões de mortes a mais, o que agride o senso comum, se considerarmos o número de vítimas nos demais países. A questão não é de ciência – ou de falta dela – é de lógica. De qualquer forma, acho um tanto perigosa a promoção do tratamento precoce, ante a sensação de hipotética segurança que transmite a quem dele se valer.

Raul Moreira Pinto – Passos/MG


Desequilíbrio social

No Brasil existem, nas duas pontas, duas classes distintas. Uma é a nobre a outra é a plebe. A única coisa que têm em comum é a insatisfação com os seus salários. Os insaciáveis nobres sempre querem mais, acham pouco R$ 39.293,32 e fala-se em duplex, extrapolar o teto atual (quem sabe dobrar, para ficar compatível com o nome).

A plebe está inconformada com o R$ 1.100,00 que, constitucionalmente, é insuficiente para a sobrevivência familiar (aluguel ou prestação da casa própria, vestes, alimentação e, eventualmente, cervejinha ou cineminha – quando a Covid-19 permitir). Os nobres sempre se dão bem, eles fazem as leis em benefício próprio, enquanto a plebe às vezes faz greve, mas nem sempre consegue melhoria. Daí, com a complacência do Legislativo, também beneficiado, o desequilíbrio social está cada vez mais acentuado no Brasil.

Humberto Schuwartz Soares – Vila Velha/ES