Do Leitor

Sorte e azar

8 de janeiro de 2022

Os que jogam nas loterias acreditam em sorte; os supersticiosos, em azar. Acho que me incluo entre os últimos e há motivos racionais para isso: porque passar, agora, por baixo de escada se nunca o fiz por quase 80 anos e nada aconteceu? Mas é fora de dúvida que existem os sortudos e os azarados. Infelizmente, para todos nós, o nosso presidente se enquadra nessa última categoria. Não se trata de opinião política (o seu desempenho não está em foco; pessoalmente, neste aspecto, acho desastroso; até pior do que os antecessores). São fatos objetivos e incontestáveis: logo no início do mandato, veio Brumadinho, com um PIB anual baixíssimo; quando se esperava algum progresso, veio a pandemia, seguida de incêndios, desmatamentos enormes, incêndios florestais em número recorde, disputa por ossos, seca, crise hídrica e energética, atrasos na vacinação; no fim do ano passado, quando a Covid estava amainando, vieram enchentes, nova variante do vírus, com aumento acelerado de casos, uma gripe avassaladora em pleno verão. Qual a próxima desgraça? É um caso típico e trágico de “pé-frio”; vai, aqui, um torto neologismo, para ficar mais elegante: é ele um criópode. E por ainda oportuno, quo usque tandem abutere patientia nostra, Praesindens?

Raul Moreira Pinto – Passos/MG

Auxílio

O certo é inserir, à escolha do beneficiário do Auxílio Brasil, em um curso artesanal, de acordo com cada região brasileira, ou então profissional (pintor, bombeiro, eletricista, pedreiro, etc.). O objetivo é capacitar para que, com dignidade do próprio trabalho, consiga se sustentar. É, além de dar o peixe, ensinar a pescar.

Humberto Schuwartz Soares – Vila Velha/ES

Delírio

Infelizmente, terceira via na eleição deste ano é delírio de gente normal em pleno hospício.

Roberto Moreira da Silva – São Paulo/SP