Do Leitor

Sem comprovação científica

22 de abril de 2021

Quando o capitão sugeriu o tratamento precoce com alguns medicamentos, no caso da peste chinesa, ele foi severamente criticado por adversários e até inimigos. O assunto é polêmico! Os que não concordam, sejam médicos, opositores ou inimigos, alegam não haver comprovação científica para aceitar os conselhos do capitão. Os vários médicos que concordam, orientam no uso.

Não poderíamos, sendo assim, aceitar plantas, ervas e chás da “medicina” silvícola. Não há comprovação científica, mas, os nossos moradores da selva são “cientistas” a sua maneira!! Não poderíamos procurar benzedeiras, rezadeiras e curandeiras para tratamento dos males do corpo, da alma ou da mente, pois elas não possuem comprovação científica. Elas são herança do catolicismo de Portugal desde que aqui chegou Cabral (com o perdão da rima). Mas, elas fazem sucesso e os clientes são muitos.

Não poderíamos consultar os horóscopos da Astrologia, também não possuem comprovação científica. Dizem até ser uma pseudociência! Mas, há “viciados” que procuram seu signo todos os dias na internet, nos jornais e revistas, acreditando quando dá certo e desconfiando quando não dá. Enfim, mesmo sem comprovação científica, quando a fé é maior que a ciência, quem garante que nada disso funcione? É crer ou não!

Professor Luiz Guilherme Winther de Castro – Carmo do Rio Claro/ MG


Resistência indígena

A data de 19 de abril representa o dia da resistência indígena, e é preciso que se fale sobre a luta desse povo que vem sendo historicamente massacrado no Brasil e que não possui a visibilidade que deveria. Apesar de os direitos dos povos indígenas estarem reafirmados na Constituição brasileira, esses seguem perdendo terras e enfrentando uma política de morte, mesmo sendo os povos originários desse país, que deveriam ser respeitados e deveriam ter sua cultura respeitada após tantos anos de luta. É preciso que a sociedade endosse a luta dos indígenas e cobre do governo o mínimo que esses merecem, garantia de direito sobre suas terras e direito de viver.

Eduardo Martins – Belo Horizonte/MG