Do Leitor

Seleção e o número 24

8 de julho de 2021

A CBF foi intimada a explicar por que só ela no universo não tem o número 24 na camisa. A CBF responderia, se fosse honesta, que por ser uma entidade historicamente gerida por machos éteros e hipócritas; num país altamente homofóbico e despolitizado, que elegeu o Bolsonaro; país que mais mata homossexuais no mundo, e por ter no jogo do bicho, famosa contravenção popular brasileira, inventada por um Barão, senhor de terras e escravos pra manter zoológico no Rio de Janeiro; terra do Bolsonaro, o número 24 era e é o do animal veado; e o ‘veado’ é associado na cultura machista, homofóbica e despolitizada brasileira à homossexualidade masculina; e estamos no auge dessa cultura onde o Bolsonaro todo mundo já viu que é a própria camisa da seleção sem o 24. E a camisa da CBF que foi apropriada nas Diretas Já! Depois usurpada pelo Aécio hoje é ligada semanticamente ao bolsonarismo. Então 24 só na Venezuela, Cuba, etc.
Por este motivo a seleção demonstra o seu preconceito na camisa já que a cor amarela a própria população com características machistas, homofóbicas e despolitizada tratou de destruir. Não ter o 24 nessa camisa amarela, desta forma, num espaço machista, preconceituoso e decadente; e bem despolitizado; é motivo de orgulho nacional – por enquanto.

Ricardo Piantino – Passos/MG


Excessos da CPI

A poderosa CPI da Covid, com a parcialidade dos seus inquisidores e até ameaça de prisão, exerce funções executivas, legislativas, judiciárias e da Polícia Federal. Às vezes, convida, reconvida e transforma o convidado em investigado. Haja paciência para, durante horas e horas, aturar as mesmas perguntas, repetidas incansavelmente, tendo como objetivo botar na conta de Bolsonaro todas as vítimas do coronavírus.

Humberto Schuwartz Soares – Vila Velha/ES