Do Leitor

Revolta do Isolamento

23 de abril de 2020

A Revolta do Quebra-Quilos (1872-1877) foi contra a adoção do sistema métrico francês, quando o Brasil ainda adotava o sistema de pesos e medidas vindo da Grã-Bretanha. A Revolta da Vacina (1904) foi contra a obrigatoriedade de vacinação. Agora, ocorre a Revolta do Isolamento (2020) com carreatas pelas ruas de grandes cidades, em meio à pandemia do novo coronavírus. Nas três situações, as pessoas comuns sentem seu cotidiano afetado e não concordam com as decisões tomadas pelo governo central (Monarquia) ou governo federal (República).

Ninguém nega que ocorreram excessos arbitrários e até mesmo o uso da força por parte do governo, nas duas primeiras situações. Entretanto, no terceiro caso, o nível de convencimento por argumentos racionais e científicos, o disseminado acesso à informação e o aumento de escolaridade das pessoas ajudam a diminuir a contrariedade, mas mesmo assim não há formação de consenso por parte da sociedade.

Por isso, ainda conviveremos com terraplanistas, antivacinas e anti-isolacionistas por muito tempo.

Luiz Roberto da Costa Jr.
Campinas/SP

Políticos

Após mais uma vez, em menos de um ano e meio, arrumar beligerâncias com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, o presidente Jair Bolsonaro diz, publicamente, que vai cooptar com cargos de segundo escalão os membros probos e éticos do chamado centrão. Isso seria normal na política nacional, não tivesse o mesmo presidente dito que não faria uso da ‘velha política’.

Pois isso é exemplo cabal da falta de verdade na gestão e no diálogo do presidente com o Congresso e a sociedade. Tudo continua com dantes no quartel do Bolsonaro.

A renovação de quase 50% dos políticos do Congresso não auxiliou em nada, pois esses continuam escolhendo o dinheiro, os cargos e o poder em detrimento da sociedade brasileira.

Rafael Moia Filho – Bauru/SP