Do Leitor

Preparado para nascer

9 de setembro de 2021

A vida é um ciclo findável. Tem começo, meio e fim. De sua aurora, ao seu crepúsculo, sentimos uma metamorfose substancial.

Nos primeiros anos, cabe a nós humanos, apenas o instinto dos sentimentos. É um vale, onde jogamos nossas sementes tênue e nossos pais, com carinho, cuidam de nossos primeiros passos. Vem então adolescência, cabem aos nossos pais soltarem as mãos, e, a vida com sua asperezas, as pegar. Criamos castelos, sem arquitetos e sem pedreiros, e nossa imaginação escala as montanhas das utopias inatingíveis.

Finalmente, chega a maturidade, não mais saltamos de paraquedas, rastreamos nossas fantasias, tentando inserir no núcleo duro da realidade. Guiamos nossos caminhos, com racionalidade e inteligência. Por isso, nossas caminhadas tem os passos do bom senso e os resultados começam aparecer. Não existe mais trevo existencial. Quase sempre, a estrada que escolhemos, nos leva aos êxitos desejados.

Hoje, com o embrião de criança e adolescente, transformamos sonhos em demasias em realidades consistentes. Por isso, acredito que hoje que estou preparado para nascer. Com a vida, dentro do meu quadrado, expulso quaisquer forasteiros que tenta invadir meu espaço, produzindo tempestades atemporais e ao alento.

Resumindo, minha vida atual, é como o público católico nas missas das sete de manhã de domingo. Bem perto de Deus e longe das imperícias investidas da vida terrena. O público de domingo das missas, da sete da manhã são experientes e de cabelos brancos. Contaminado do vírus protetor, que impede a fragilidade psicológica e os problemas vivenciais, são enfrentados de frente, com racionalidade capaz de exaurir com facilidade. Por isso, hoje é que estou preparado para nascer. E, neste ciclo humano, sobrepuja que a sabedoria vivencial, não nasce de pronto, mas de acordo com o avanço do tempo. O acerto é uma derivação das tentativas falhas, que acumulamos, no seu decorrer. As imperícias da vida existentes não causarão desastres fatais como antigamente.

Juarez Alvarenga – Coqueiral/MG Email: [email protected]

O roto e o rasgado

Lula da Silva, ávido para retomar o poder, disse que Bolsonaro deseja a divisão e proclama o ódio e a violência, em vez de somar. O “nós contra eles” e “coxinhas versus mortadelas” são criações dos aloprados petistas. É o roto falando do rasgado.

J.A. Muller – Avaré/SP