Do Leitor

Para onde vamos

18 de fevereiro de 2021

Preciso de um destino, para onde irei. Para seguir meus intentos, quero ir longe. Durante esta longa caminhada, quero contar os animais, as árvores – seus tipos, contar as nuvens, se de dia, os seus formatos. Se de noite, quero curtir as estrelas no céu. Ver a lua e contemplar sua formosura, seu selênico despontar e sua grandeza, e imaginar coisas… Sonhar sonhos de outro planeta. Se de dia, o Sol queima, mas traz luz para o caminho para onde vamos. E vamos longe. Mas para onde vamos? Onde vamos parar ou não vamos parar? Para prosseguir em qual destino?

Vamos seguindo e vendo tudo que encontramos pela frente. Até quando? Ainda não sabemos. Só sei que quero seguir. Mas, para onde? Talvez, para um lugar que não conhecemos. Uma boa. Conhecer novos ares, novas praças, novas gentes, lugares bonitos, ainda desconhecidos, atraentes, pitorescos. Chega de só ver os mesmos… A vida nos proporciona agradáveis surpresas e aventuras. Então, por que não vivê-las? Fica na mesmice quem quer.

Quem não busca desafios, vai passar a vida em brancas nuvens! “E quem passou pela vida em branca nuvem e em plácido repouso, adormeceu. Quem não sentiu o frio da desgraça, quem passou pela vida e não sofreu, foi espectro de homem, e não um desafiador, não deu o passo à frente Só passou pela vida, não viveu”. E aí, para onde vamos? Se, “Todo ser humano é como a relva e toda a sua glória, como a flor da relva: a relva murcha e cai a sua flor”. (I Pedro 1.24). É para lá que eu vou!

Fernando de Miranda Jorge – Jacuí/MG


Meritocracia e verdade

É comum escutar pessoas que são contra políticas públicas como auxílios, bolsas e cotas defendendo que as pessoas precisam alcançar o sucesso por meio de seus próprios atos, sem ajuda do governo, pois isso seria a meritocracia. A verdade é que a meritocracia não passa de um mito em uma sociedade tão desigual como o Brasil, pois não se pode falar de merecimento e de lutar para conquistar as coisas quando cada pessoa vem de um lugar completamente diferente, com condições muito diversas e muito mais difíceis que os que, geralmente, defendem a meritocracia.

É preciso primeiro buscar algum nível de igualdade em aspectos básicos como segurança, saúde e educação, e para isso políticas públicas voltadas para pessoas que têm mais dificuldade pelos mais diversos motivos se fazem extremamente essenciais e precisam ser defendidas.

Eduardo Martins – Belo Horizonte/MG