Do Leitor

O drama do orçamento público

9 de fevereiro de 2021

O dinheiro que sobra para a manutenção de privilégios é o que falta para garantir a oferta de serviços essenciais.” Ismar Viana A frase acima retrata muito bem a situação dos gastos públicos no Brasil. De maneira alguma, faz-se uma crítica negativa ao controle político sobre o orçamento, contanto que esse não seja utilizado, senão para o alcance do interesse coletivo, ao menos em tese.

Ressalta-se que muitos compartilham da ideia que os desvios ilícitos de dinheiro público, seja o exclusivo problema do Brasil, contudo, tenho convicção que não só isso, mas também o mau uso dos recursos à disposição que, ao meu ver inclui o mau desfrute do pessoal (servidores). Por outro lado, ouve-se constantemente sobre déficit financeiro nas contas públicas em âmbito federal, estadual ou municipal, e que tal circunstância agrava a oferta de serviços públicos de qualidade à população.

Sem dúvida, os governos têm buscado formas para potencializar e adequar os seus orçamentos (PPA, LDO e LOA) com as reais necessidades da população, vê-se boa vontade de alguns para com isso. Por sua vez, o orçamento público brasileiro vem perdendo gradativamente a essência de sua função alocativa, distributiva e estabilizadora, pois, como dito, é preciso continuar com a manutenção de privilégios.

Logo, somente boas intenções não são suficientes para resolver problemas crônicos com políticas de saúde, educação, infraestrutura, segurança, etc. Talvez, o que falta é uma verdadeira reflexão dos agentes políticos, públicos e da sociedade em geral, acerca do que é prioridade. Investir altamente em uns em detrimentos de outros, ou empregar os recursos de forma justa e onde se mais precisa? De todo modo, não se pode mais ficar de braços cruzados.

Weberson Luiz Mariano – Passos/MG


Inversão de valores

O ministro do STF Ricardo Lewandowski pretende condenar o ex-juiz Sergio Moro, responsável pelas maiores punições a importantes corruptos, e inocentar o ex-presidente Lula, condenado em três instâncias por crimes cometidos. Este é o Brasil. Vergonha!

Luiz Frid – São Paulo/SP