Do Leitor

Mentiras

16 de junho de 2021

Parodiando Pe. Antonio Vieira, no Brasil atual conjuga-se o verbo mentir em todos os modos, tempos, pessoas, número, generalizadamente. Mentiras e mentirosos aos montes. Mas o pior é a despreocupação em ser e parecer mentiroso; em bom português, em revelar a “cara de pau”. Em sessão da CPI, um senador trouxe um número altíssimo de pessoas que se trataram precocemente com drogas (cloroquina e cia.), para contrapor ao de mortos. O número é absurdo: sem o tal tratamento teríamos, então, 16 milhões de mortos. Adotando a mesma ideia e na mesma linha torta de raciocínio, concluir-se-ia que os países onde, em proporção aos seus respectivos habitantes, ocorreram menos falecimentos que aqui, se adotassem o tal tratamento, poderiam não ter uma só morte. Mais aterrorizante que a própria mentira é o fato de que há milhões de pessoas sem déficit intelectual que acreditam nela.

Raul Moreira Pinto – Passos/MG

Herança passada

Apesar de não concordar inteiramente com o leitor Roberto Barbieri, em sua carta no ‘Espaço do leitor’ deste jornal, ele acerta no geral. Realmente, os que atacam o presidente Bolsonaro querem na realidade é a volta da quadrilha que não só destruiu a economia como é efetivamente a responsável por milhares de mortes de brasileiros em virtude de roubalheiras que tiraram recursos da saúde pública.

Paulo Roberto Assis Lima – Belo Horizonte/MG

Desabafo cruzeirense

Nunca imaginei que haveria um dia em que iria torcer contra o Cruzeiro. Todo dinheiro que gastei como sócio-torcedor, minha torcida, tudo isso acabou virando água com a corrupção que ocorreu no time na administração passada, todos os sócios sabiam do que estava ocorrendo e até hoje ninguém tomou uma providência. Enquanto isso, o time está em plena decadência e na lanterna do Grupo B! Olha lá se não for para a Série C. De minha parte, esqueci que já torci para este time que deu grandes alegrias à torcida e, sinceramente, agora estou torcendo é contra. Acho que não vale a pena torcer para esta equipe endividada e com o sonho impossível de voltar à série A.

Mauro Messias Alvim Filho – Belo Horizonte/MG