Do Leitor

Eu quero ser vereador

12 de julho de 2021

Ser Vereador de uma cidade com poucos recursos como Jacuí, é necessário ter muita disposição e discernimento. Além de entender das raízes dos problemas sociais, urbanos e rurais, noções da história do município. Conhecer a economia e o contexto em que o município está inserido. Conceitos de direito público e de legislação. Bom seria que o candidato a uma cadeira no legislativo municipal fizesse curso preparatório antes. Mais, vontade de resolver e administrar conflitos, capacidade de observação, de distinguir prioridades, organização, disciplina, espírito de liderança e comprometimento, falar em público, mesmo não tendo o saber da oratória, mas poder de convencimento de suas reivindicações. Ser Vereador é ser líder interpartidário, que chegou lá pela vontade e anseio popular e não interposto politicamente e atrelado por terceiros que o controlam.

Ser Vereador é o que caminha lado a lado entre autoridades e comunidade, com postura independente, a tal ponto de orgulhosamente e não de maneira pejorativa, o cidadão, a cidadã, o eleitor, o jovem e a criança poderem dizer enfaticamente: “aquele senhor ali é o nosso representante na Câmara Municipal”. Aí sim, o respeito a Vossa Senhoria estaria em alta e sua contribuição à população, temporária de um único mandato, sem reeleição, sem a pretensão de carreira política, pois, a Câmara não é Faculdade, dedicação voluntária, sem remuneração, enfim, será que conseguiríamos nove candidatos? Assim eu queria ser vereador.

Fernando de Miranda Jorge – Jacuí/MG


Dois pesos e duas medidas

Lembram-se do provérbio ‘faça o que eu mando, mas não faça o que eu faço’? Na prática é o que está acontecendo na CPI da covid. Na CPI da covid pode o ‘interrogatório secreto’ com Wilson Witzel e o ‘G-7’ é um ‘gabinete paralelo’, sem a participação de todos os integrantes, quem decide o rumo a tomar, enquanto Bolsonaro é hostilizado pelo ‘orçamento secreto’, decidido por alguns deputados e sem transparência. Ambos são incorretos. O pessoal do palanque eleitoral da CPI tem que se mirar no espelho, dar exemplo antes de criticar e aceitar o contraditório sem hostilização dos depoentes.

Humberto Schuwartz Soares – Vila Velha/ES