Do Leitor

Escolhas

11 de setembro de 2021

Ninguém pode escolher o juiz da sua causa; (princípio do juiz natural, de 800 anos atrás, e desde então adotado no mundo civilizado). Um membro do tribunal não decide em seu nome; o faz no da corte, A decisão do juiz é de toda a instituição; não é do ministro x ou do ministro y; é do tribunal, mais amplamente, do Estado. Assim, quando o cidadão – mais grave quando detentor de altíssimo cargo – declara que não vai cumprir ordens judiciais emanadas do Tribunal, por redigidas por alguém que não seja de sua preferência, comete uma série de ilegalidades, de naturezas várias, algumas contrárias mesmo à própria lógica.
Como pode questionar a legitimidade de um mandamento judicial futuro, por antecipação, sem saber se emanou de juízo competente, se seguiu as formalidades para o provimento, se seu conteúdo é justo?
A conduta, de qualquer modo, revela intenção anárquica, devendo-se lembrar aos simpatizantes que amanhã os novos detentores do poder, que pensam diferente, podem gostar da ideia. Por exemplo, que não gostem de direitos que são caros aos atuais governantes e aos seus seguidores.

Raul Moreira Pinto – Passos/MG

Corrupção

Pois é, dinheiro continua circulando em malas, cuecas, etc. A corrupção está rolando livre, leve e solta, após o fim da Lava Jato. Petralhas, bolsominions e aliados se preparando para 2022. De vez em quando, a Polícia Federal apreende umas merrecas. Mas nada acontece na Justiça Eleitoral, onde Bolsonaro e Moraes estão brincando de gato e rato, enquanto Lula está malhando suas perninhas e bombando nas redes sociais.
E segue o jogo, com muitos brasileiros passando fome, graças ao desemprego e inflação em alta. E aproximadamente 600 brasileiros continuam morrendo por dia, por falta de vacinas e pelo negacionismo em não tomá-las.
Mas vamos que vamos, em frente, com nossa republiqueta de bananas.

Maria Carmen Del Bel Tunes – Americana/SP