Do Leitor

Comunicação

19 de fevereiro de 2021

No caso do BO do radialista passense com o padre Júlio Lancelotti – em que o radialista fez uma postagem horrorosa sobre as pessoas em situação de rua; e o padre rebateu, eu, como comunicador social, e publicitário, fico triste porque sei do impacto dessa comunicação à partir de um formador de opinião, que reflete tantas outras opiniões, infelizes, e até as induz – embora não tenha se manifestado numa rádio e sim numa rede pessoal – que tomou outra dimensão devido ao fato de ser conhecido localmente e o padre, famoso, ter dado visibilidade na sua própria rede social.

Mas o padre ficou foi indignado, e com razão. Acabou de dar marretada em pedra não vai dar numas palavras que refletem as pedras? Mas cada marretada é uma. E sobre isso colocou a postagem do radialista no seu Instagram pessoal, como uma denúncia, ou uma crítica afiada – e foi irônico já que o texto do radialista, além de agressivo, foi muito mal escrito. E, assim, foi feito um pedido de perdão, um pedido formal de desculpas pra todos pelo emissor da mensagem. O que deve ser destacado. O padre destacou e bem.

O padre ainda fez um ‘marketing do perdão’, e ele perdoa de coração; de verdade, mas foi um ato de um comunicador nato, vamos dizer assim, ao usar o caso – uma agressão à quem o padre defende com marreta; como uma remissão de um pecado, sem retirar a crítica ou a denúncia, ele manteve a publicação errada e o pedido de desculpas em seu Instagram; e, assim, provoca pra um arrependimento e uma transformação real – para além das boas e das más palavras; em plena campanha da Fraternidade. O padre é mestre.

Ricardo Piantino – Passos/MG


No Congresso

É de estarrecer que 8 em 14 membros da cúpula da Congresso Nacional sejam pessoas investigadas. Culpam o eleitor, dizem que o povo escolhe mal quem elege. Esquecem que o povo só pode votar em candidatos escolhidos pelos partidos, que não se importam se o postulante é honesto ou não. Aliás, os chefões dos partidos parecem preferir ladrões mesmo, com raras e honrosas exceções.

Radoico Guimarães – São Paulo/SP