Do Leitor

Carnaval em casa

11 de fevereiro de 2021

Os tradicionais desfiles de escolas de samba foram cancelados. Vários estados e municípios brasileiros já cancelaram o ponto facultativo no carnaval. O mais sensato é permanecer em casa, longe de aglomerações dos eventuais foliões. O estado de São Paulo registrava 27.315 mortes por causa da covid-19 há 174 dias. Hoje, esse número dobrou, ou seja, 54.612 pessoas perderam a vida por causa do vírus. O número de óbitos no Rio de Janeiro dobrou em 169 dias.
Em Minas Gerais, esse número dobrou em 122 dias, e hoje totaliza 15.930 falecimentos. Ponderar os fatos atuais é garantir a saúde da comunidade.

José Carlos Saraiva da Costa – Belo Horizonte/MG


Auxílio sem corte?

É unânime, e justo, o coro por um novo auxílio emergencial. O Governo e o Congresso já falam em aprovar 3 parcelas de R$ 200,00. Porém, como a maioria da nossa classe política levita na irresponsabilidade, incluindo o Planalto, propagam um novo auxílio sem que se corte gastos. Aliás, sonham em mandar as favas até o “Teto dos gastos”…

Ora, um desrespeito a situação calamitosa em que se encontra as contas públicas. Se tiverem um mínimo de dignidade institucional, e interessados na volta do crescimento econômico, e consequente redução do desemprego, hoje, em torno de 14 milhões de pessoas, devem sim cortar gastos. Como os penduricalhos, em que são beneficiados parte dos funcionários públicos federais, como verba paletó, auxilio-aluguel, compra de livros, passagens aéreas, etc., com os quais seriam economizados dezenas de bilhões de reais por ano.

E num gesto de grandeza a favor dos mais necessitados, deputados e senadores, para viabilizar esse inadiável auxílio emergencial, deveriam renunciar a que tem direito, em 2021, os valores das emendas parlamentares, que neste ano, como consta no Orçamento da União, de quase R$ 17 bilhões. Até o presidente do BC, Campos Neto, tem afirmado que, há pouco ou nenhum espaço para o auxílio emergencial, sem corte de gastos…

Paulo Panossian – São Carlos/SP