Do Leitor

As salas de aula

10 de janeiro de 2022

Quando analisamos a grande maioria das salas de aulas da Pátria desamada, verificamos que, segundo notícias, se lhes faltam instalações sanitárias adequadas, equipamentos áudio-visuais, computadores, bibliotecas e outras comodidades que possibilitem às crianças e estudantes o conforto mínimo para o aprendizado e seu contato inicial com a tecnologia de ponta, braço direito do desenvolvimento.
Em algumas regiões, dizem que a escola é único ponto diário de alimentação de muitos jovens.
Um país se faz com escolas. Vejam, por exemplo, a Noruega, A Dinamarca, a Finlândia e outros países a seriedade com que é administrado o item “cultura”. Na Alemanha, o Professor é remunerado acima de muitas outras profissões. No Japão, o professor é o único profissional eu não se curva perante o Imperador.
No Brasil é um profissional, principalmente no ensino básico governamental, mal remunerado, sem boa estrutura física e desprovido de treinamentos adequados e outros recursos educacionais que atendam à necessidade da cultura.
Quantas cidades no Brasil possuem biblioteca pública de qualidade? Quantas escolas públicas no Brasil estão equipadas como são bem dotadas as suas respectivas Câmaras Municipais?
Estas entidades respaldas na sua existência na Constituição Federal, deveriam ser o celeiro de futuros líderes estadistas, mas, com raras e respeitosas exceções, é a escola de aglomeração de cabos eleitorais, sustentáculos remunerados pelos seus salários, pagos pelo povo, e pelos fundos eleitorais, dos candidatos a deputados, senadores, governadores, etc., ou seja dos futuros entraves do progresso econômico da Pátria, salvo raras exceções . A história dos últimos 50 anos é a prova de minha afirmação.
Quem agrega maior valor à Pátria? O professor ou o político? Qual é utilidade de um e do outro?
O pior é que os políticos estariam reprovados em termos do saber, especialmente do bem gerenciar, administrar, promover a coisa pública servindo de lance para progressos e desenvolvimentos. Quando vemos a miséria de grande parte do povo entendemos a gestão pública.
Por fim, quanto custa o político e o professor? Qual é a utilidade de um e de outro? Nestas terras, o eleitor foi preparado para servir a comunidade política e não ser servido como cidadão de direito. É na ignorância popular que repousa a alegria da classe dominante.
Com muita honra, assina

Professor Aécio Flávio Lemos – Passos/MG E-mail: [email protected]