Do Leitor

Acordo da União com Estados

13 de Maio de 2020

Há cinco anos se arrasta uma ação dos Estados contra a União quanto aos recursos não quitados em torno de R$ 81,3 bilhões do Fundo Nacional do Desenvolvimento do Ensino Fundamental (Fundef). E, como ótima notícia do jornal Valor, finalmente o STF, está intermediando a tentativa de conciliação entre o governo federal e os governadores para que, em boa hora, se dê um fim a esta demanda judicial.

Se houver acordo, 90% destes recursos podem ser liberados ainda em 2020, desde que, os governadores concordem com um desconto de 30% a 40% sobre estes R$ 81,3 bilhões, que seria repassado através de abertura de crédito extraordinário no Orçamento. E que prioritariamente deverá ser utilizado para área de educação, e na saúde, para o enfrentamento da covid-19.

Mesmo porque, se a situação dos Estados, já era de penúria financeira antes desta pandemia, agora, com a provável e acentuada queda da arrecadação em função da reduzida atividade produtiva, a tendência é de um colapso econômico. Oxalá, o bom senso determine esse acordo. Já que, mais recursos nas mãos dos Estados, pode significar melhor atendimento as prioridades da população…

Paulo Panossian – São Carlos/SP

Os rumos do país

Para se alcançar um resultado primoroso, a raiz do mal tem que ser cortada em seu início. Essa experiência vê-se em quase todos os setores da sociedade. Numa arbitragem de futebol, caso o comandante em campo, responsável pela disciplina, não aproveite os primeiros 15 a 20 minutos para mostrar moral, o espetáculo esperado não acontece. O mesmo raciocínio se usa, e com razão, em várias áreas, como no casamento, na educação de filhos, na liberdade que se dá ao próximo, entre outras. Agora, por exemplo, esta premissa mostra o ‘respingo’ nos meios políticos e judiciais.

As promessas de campanha viraram pesadelo, para desencanto dos eleitores bolsonaristas. Um amigo – grande jornalista – dizia, sempre, que “tudo começando errado tem seu final como tal’. A bagunça, em todos os setores mais importantes da nação, enveredou-se pelos ‘corredores’ do Brasil, devido ao comportamento dos ‘cabeçudos arruaceiros’, verdadeiros traidores da pátria. Repetimos: trair a Constituição é trair a pátria!

Hernani José de Castro – São Gonçalo do Rio Abaixo/MG