Do Leitor

A pseudodemocracia

8 de novembro de 2021

O Brasil pensa que é um país democrático, mas na verdade não é. Aqui quem escolhe os governantes são os partidos políticos, ao povo cabe a pífia tarefa de escolher entre os escolhidos, depois de pagar bilhões de reais aos partidos a título de fundo eleitoral. O Brasil precisa acabar com a ditadura dos partidos políticos, qualquer cidadão em ordem com suas obrigações deveria poder se candidatar e se eleger para os cargos públicos, inclusive à Presidência da República. Muito mais útil do que essa tutela dos partidos políticos seria um concurso público para os postulantes a cargos públicos. Lula e Bolsonaro jamais passariam em um concurso para escriturário público. Quem sabe exigindo um gabarito mínimo de seus políticos o Brasil finalmente tenha um presidente da República alfabetizado, que saiba ler, escrever, fazer contas, conheça a Constituição e seja fluente em inglês para o País não passar mais vergonha nos grandes encontros internacionais.

Mário Barilá Filho – São Paulo/SP

Sequestraram os manuais

Errar é humano. Insistir no erro é burrice ou má-fé. Ou ambas as coisas. Nessa linha, volto ao tema por rigoroso interesse gramatical, em benefício da correta redação. Matemática ou aritmética? Virou rotina falar ou escrever errado. Os equívocos são frequentes. Batem tanto na mesma tecla que a falha se tornou vício de linguagem. Escrever errado virou charme. Lamentável e patético. Justiça aos raros que grafam certo ou falam corretamente. Sobretudo agora, no final do Brasileirão, série A e B, quando é preciso avaliar as chances numéricas dos adversários. Programas esportivos nas televisões e rádios e matérias nos impressos anunciam “Hora da matemática”, “Projeção da matemática”, “Cuca avalia a matemática”. Um horror. Pavoroso erro. Sumiram com os manuais de redação. Céus. Matemática, refrescando a cachola dos sabidões, é a ciência dos números. Mas quem trata deles, diminuindo, somando e multiplicando, é a aritmética.

Fica a esperança de que até a rodada final das séries A e B a rapaziada aprenda a lição: a diferença entre a matemática e a aritmética. Sem medo e traumas da aritmética. Leitores e telespectadores exigentes agradecerão.

Vicente Limongi Netto – Brasília/DF