Do Leitor

26 anos sem Ayrton Senna

1 de Maio de 2020

Hoje, 1º de maio, faz 26 anos da morte do piloto brasileiro de F 1, Ayrton Senna da Silva. Era uma manhã de um domingo do ano de 1994. Senna disputava o Gp de Ímola de F1, na Itália, quando na 7ª volta, liderava a corrida, por volta das 9:13 horas, perdeu o controle de sua Wilhans e chocou contra o muro de proteção da curva do Tamburello. A telemetria do seu carro mostrou que o impacto aconteceu a cerca de 230 K/h.

Em decorrência do acidente, Senna sofreu gravíssimos danos cerebrais, sendo socorrido na pista, foi transportado de helicóptero para o Hospital Magiore, em Bolonha. Sua morte foi anunciada por volta das 13:40 horas, horário de Brasília.

Após meses de investigações, chegou-se à conclusão de que a causa do acidente foi a quebra da barra de direção do Wilhans do brasileiro, pouco instantes antes dele entrar na curva da Tamburelo. Com o impacto, a parte da roda direita dianteira voou contra a cabeça do piloto, perfurando a viseira de seu capacete, provocando diversos traumas em seu crânio, ocasionando no local, um coma hemorrágico profundo e irreversível.

Foram dez anos de Fórmula 1, 3 campeonatos mundiais, 2 vices, correu 161 corridas, venceu 41 vezes, liderou por 2.982 voltas, largou 65 vezes na primeira posição, foi ao podium 80 vezes. Caso não morresse Senna com certeza teria todos os recordes da categoria.

Após a morte de Senna, a Fórmula 1 passou por profundas transformações em seus carros, pistas e regulamento, tornando o esporte, que por sua natureza é muito perigoso, mais seguro.

Quanto a mim, tenho profundas saudades daquele piloto que foi o melhor da história. Tive o privilégio de acompanhar ao vivo suas corridas fantásticas, verdadeiros espetáculos. Com chuvas e condições dificílimas, seu talento era ainda maior.
O repórter Roberto Cabrini entrou ao vivo e disse a triste e marcante frase: “morreu Ayrton Senna da Silva, uma notícia que a gente nunca gostaria de dar, morreu Ayrton Senna da Silva”.

Fica aqui a minha homenagem ao inesquecível e saudoso Ayrton Senna da Silva.

Cláudio Vaz – Passos/MG