Do Leitor

1º de Maio

4 de Maio de 2021

Onde estão as comemorações pelo Dia do Trabalho? O Ministério do Trabalho se foi; os sindicatos de trabalhadores, as entidades de classe de nível nacional, os órgãos que congregam profissionais liberais, onde eles estão? As reuniões de pautas econômicas, promovidas pelo presidente e seu entorno, somente têm a participação de empresários, com ausência total do setor de mão de obra, dos empregados.

Geramos uma nação capitalista mais cruel, em que proletários não têm vez e nem voz; meros apertadores de parafusos, como o personagem de Chaplin, sem a capacidade mínima de poder influenciar seus destinos.  No lugar de desfiles cívicos enaltecendo a força do trabalho, tivemos um carreata postulando um anacrônico e já démodé voto impresso, sem se revelar a mínima preocupação c om a mortandade da covid. Não seria mais adequado usar o meio para exigir vacinas? Aliás, estranhamente não se veem manifestações desse tipo. Qual seria a razão?

Raul Moreira Pinto – Passos/MG


Comportamento pandêmico

Estamos vivendo uma época em que tudo nos é novo, estranho e complicado. O vocabulário mudou e as palavras que mais ouvimos são: vacina, máscara, distanciamento, vacinômetro e outras. As figuras mais vistas agora são gráficos, tabelas, curvas de vida, de morte, curvas em geral. As pessoas parecem ter medo umas das outras. Se alguém espirra em lugares públicos, faz-se uma correria parecida com a entrada nas lojas, em dia de black friday. Não podemos mais ter alegrias a discriminação é enorme, e a neurose vem à tona. É preciso que tenhamos sabedoria para passarmos por esta situação tão preocupante.

O amor ao próximo, o carinho e o acolhimento não podem ser esquecidos. Agora sim, é hora de praticarmos humanidade e aconchego. As pessoas mais velhas não estão acostumadas, ainda, às novas regras de distanciamento e algumas situações chegam a ser engraçadas. Minha tia que já tem mais de 90 anos, ao verificar uma carreata feita para entrega de presentes na porta de um prédio, devido ao chá de bebê, pensou que fosse procissão em honra de Nossa Senhora. Que loucura! Conservemos nossa sanidade, fazendo o que mais gostamos, convivendo com os que mais amamos. Que o ato de tomar a vacina não seja apenas um momento de cumprimentar do dever cívico, mas um momento de emoção e agradecimento. A vida nos espera! Vamos lá!

Gislaine Aguiar – Belo Horizonte/MG