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Mozart Bicalho aborda obra de Raul Marinuzzi em ‘O Charme do Violão Mineiro’

4 de outubro de 2021

A entrevista sobre Mozart Bicalho foi realizada com o Raul Marunuzzi

O convidado para a entrevista de número 22 do ciclo ‘O Charme do Violão Mineiro’ desta próxima terça-feira, 5, é o violonista, maestro e administrador de empresas Raul Marinuzzi, mineiro de Belo Horizonte, que abordará a obra de Mozart Bicalho (1901-1986). Este ciclo é apresentado pelo violonista, professor e produtor cultural Celso Faria. Realizado de forma remota, ele teve início no dia 11 de maio de 2021, sempre às 20h30, no canal do YouTube do violonista e pelas redes sociais do Grupo Folha pelo link https://youtu.br/dH0Ojkz6Y-s.

Natural de Bom Jesus do Amparo, Mozart Bicalho nasceu em 1901. Seu pai, Virgílio Cruz Bicalho, que tocava vários instrumentos e também era mestre de banda, foi seu primeiro professor de música – ainda na sua infância. O violão só lhe foi apresentado quando ele contava com quinze anos – mesmo assim, o estudo se desenvolveu ‘de ouvido’.

Mozart Bicalho mudou-se para Belo Horizonte em 1920 e, em 1923, para o Rio de Janeiro. Foi ali que teve contato, pela primeira vez, com partituras escritas para violão. A obra mais representativa de Bicalho deste período, talvez seja mesmo, o dobrado “Odeon” – escrito de acordo com a tradição deste gênero.

Em 1924, conheceu Roquette Pinto e, por intermédio deste, conseguiu um programa para se apresentar como solista de violão na Rádio Sociedade do Rio de Janeiro – há indícios que Bicalho tenha sido mesmo o primeiro solista de violão a se apresentar em uma estação de rádio no Brasil, executando sua valsa ‘Gotas de Lágrimas’.

Já em 1929, a convite de Eduardo Souto, Mozart Bicalho sucedeu a Américo Jacomino (o Canhoto), na gravadora Odeon – em decorrência do falecimento deste. Em seu primeiro disco, acompanhado pelo pianista Henrique Vogeler, Bicalho gravou a valsa ‘Alma de Artista’ e o cateretê ‘Tuim Tuim’, ambas de sua autoria. Mozart Bicalho retornou a Minas Gerais em 1943 e, em seguida, iniciou uma série de apresentações, pecorrendo inúmeras cidades no estado e também no Brasil.

Exausto de suas viagens, decidiu fixar-se em Belo Horizonte em 1952. Seu grande amigo, o violonista Dilermando Reis, gravou a valsa ‘Gotas de Lágrimas’ em 1963, obtendo assim, um de seus grandes sucessos fonográficos. Mozart Bicalho faleceu em Belo Horizonte, em 1986.