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Marcos Souza é o 26º entrevistado de ‘O Charme do Violão Mineiro’ falando sobre a obra do pai Chico Mário

MÚSICA

1 de novembro de 2021

O compositor de trilhas sonoras e gestor cultural Marcos Souza é filho de Chico Mário./ Foto: Ana Paula Marotte

O convidado para a entrevista de número vinte e seis do ciclo ‘O Charme do Violão Mineiro’, excepcionalmente na quarta-feira, 3, é o compositor de trilhas sonoras e gestor cultural Marcos Souza, paulista e mineiro de coração, que abordará a obra de seu pai, Chico Mário (1948-1988). Este ciclo é apresentado pelo violonista, professor e produtor cultural Celso Faria. Realizado de forma remota, ele teve início no dia 11 de maio de 2021, e ocorre sempre às 20h30, no canal do YouTube do violonista e pelas redes sociais do Grupo Folha pelo link: https://bit.ly/chico-mario.

Nascido em Belo Horizonte, em 1948, desde os cinco anos Chico Mário já demonstrava inclinação para a música. Seu primeiro professor de música foi seu Tio Geraldo. Ainda na capital mineira, Chico Mário participou do Juventude Estudantil Católica (JEC), como membro da direção regional.

Já em São Paulo, cursou Economia, Especialização em Engenharia de Sistemas e atuou também como jornalista, no ‘Estado de São Paulo’ e crítico musical, na revista ‘Realidade’. Nesta mesma cidade, Chico Mário estudou violão com Henrique Pinto e criou um método de música, em cores, para crianças. Em 1978, se mudou para o Rio de Janeiro, onde estudou teoria e arranjo musical com Roberto Gnattali.

Chico Mário foi um dos primeiros artistas brasileiros a se assumir como produtor independente, tendo, inclusive, ocupado o cargo de vice-presidente da APID (Associação dos Produtores de discos Independentes). Ele lançou os seguintes álbuns: ‘Terra’ (1979); ‘Revolta dos Palhaços’ (1980); ‘Conversa de Cordas, Palhetas, Couros e Metais’ (1983); ‘Pijama de Seda’ (1985) e ‘Retratos’ (1986). Encontramos ainda, em sua discografia, ‘Dança do Mar’ (1988) e ‘Suíte Brasil’ (1991) – álbuns póstumos.

Chico Mário ganhou o 1º prêmio no ‘Festival de Ouro Preto’ (1984) e o 1º prêmio de melhor arranjo no ‘Festival dos Festivais de Minas Gerais’ (1986) com sua música ‘São Paulo’, além de ter escrito três livros: ‘Ressurreição’; ‘Como fazer um disco independente’ e ‘Painel Brasileiro’.

O mineiro Chico Mário foi um dos primeiros artistas brasileiros a se assumir como produtor independente./ Foto: Acervo Família Souza.