Música

14º entrevistado de ‘O Charme do Violão Mineiro’ é Guilly Castro, que fala sobre a obra de Luiz Claudio

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9 de agosto de 2021

O cantor e comunicador Guilly Castro vai falar sobre a obra de seu tio, o cantor Luiz Claudio. Foto:/ Reprodução.

O convidado para a entrevista de número quatorze do ciclo “O Charme do Violão Mineiro” (dia 10 de agosto) é o cantor e comunicador Guilly Castro – mineiro de Belo Horizonte – que abordará a obra de seu tio, o cantor Luiz Claudio (1935-2013). Este ciclo é apresentado pelo violonista, professor e produtor cultural Celso Faria.

Realizado de forma remota, ele teve início no dia 11 de maio de 2021, e ocorre sempre às terças-feiras, às 20h30, no canal do YouTube do violonista e nas redes sociais do Grupo Folha. Assista pelo link: https://bit.ly/luiz-claudio.

Natural de Curvelo, Luiz Claudio nasceu em 1935. Aos sete anos de idade, começou a tocar cavaquinho e, em seguida, violão. Em 1947, formou o trio ‘Trovadores do Luar’, apresentando-se em festas e serenatas, ainda em sua cidade natal. A carreira profissional de Luiz Claudio começou em 1949, quando foi contrato pela Rádio Inconfidência (Belo Horizonte). Em 1952, lançou seu primeiro disco com as músicas ‘Fim de semana’ e ‘Primavera em setembro’, pela gravadora Sinter.

Já no Rio de Janeiro, em 1955, estreou na gravadora Columbia com as seguintes canções, ‘Sinos de Belém’ e ‘Blim, Blem, Blam’. Com o grande sucesso deste disco, Luiz Claudio foi premiado com o ‘Disco de Ouro’, do Jornal O Globo, na categoria ‘Revelação Masculina’. Neste mesmo ano, foi contratado pela Rádio Mayrink Veiga (Rio de Janeiro) por Cyro Monteiro. Ainda na década de 1950, pertenceu ao cast da Rádio Nacional (Rio de Janeiro). Luiz Claudio também gravou para os seguintes selos: RCA Vitor, Odeon e EMI-Odeon. Viajou para a Europa em 1973, onde se apresentou com a orquestra da Organization Radio-Télévision Française.

Em 1980 visitou quinze universidades norte-americanas por meio de um programa de divulgação da musica popular brasileira, convidado pelo Brazilian American Cultural Institute. Compositor de rara sensibilidade, que tinha no violão seu instrumento de suporte criativo, Luiz Claudio musicou, dentre outros, versos de Tomás Antônio Gonzaga, Carlos Drummond de Andrade e João Guimarães Rosa – criando assim, um repertório absolutamente singular no cancioneiro nacional. Dentre sua produção fonográfica, destacamos os seguintes títulos: ‘Entre nós’ (1966), ‘Intimidade’ (1968), ‘Cantigas’ (1973), ‘Reportagem’ (1975), ‘Viola de bolso’ (1979) e ‘Minas Sempre-Viva’ (1982) – Pesquisa Histórica do Folclore Musical Mineiro.