Moda Destaques

Roupa-objeto

Wagner Penna/ Especial

26 de julho de 2021

O vestido-abajur da Pryer Moss

Pode um modelito de chapéu ‘abat-jour’ ambulante e uma cascata de rolinhos de cabelos cobrindo o corpo serem considerados alta-costura ? No entendimento do estilista americano Kerby Jean-Raymond, sim. E foi o que ele fez na sua estréia como convidado oficial da Semana de Alta-Costura de Paris – o primeiro negro a desfilar ali. Outros designers de ascendência afro já desfilaram por lá, mas na categoria do ‘prêt-a-porter’ ou de moda masculina.

Dono da marca Pryer Moss, foi com ela que se destacou na cena fashion dos Estados Unidos, onde iniciou sua carreira em 2013. Sua apresentação para o Outono-Inv erno 22 teve todos os requintes que a alta-costura pede, mas foi no inusitado que ele chamou a atenção da mídia. E esse aspecto esteve tanto nas roupas-objeto, quanto na mensagem política em favor da maior diversidade e denúncias de injustiças sociais ao longo da história de seu país.

Embora não seja o primeiro a fazer isso (a Moschino faz isso há anos), os aplausos foram imediatos e sua estreia no restrito clube da ‘haute-couture’ considerada inovadora e criativa.

VAIVÉM

A feira BH-à-Porter (que acontece em Beagá entre 2 e 6 de agosto) promete sucesso. Além de ser o primeiro evento fashion de peso a ser realizado na capital desde março de 2020, também vai mostrar as grifes-âncora que resistiram à pandemia e continuam no mercado. Cerca de 76 nomes. E ainda tem um Salão de Negócios, no hotel Hilton Savassi, com um grupo mostrando coleções especiais. O evento é dirigido aos lojistas.

O setor de calçados anda mesmo em polvorosa. Além do intenso movimento de compras realizadas por grandes grupos (caso da Arezzo e  da Melissa), as empresas de menor porte também se movimentaram. É o caso da mineira Constança – que instalou um megacentro de distribuição no vizinho estado do Espirito Santo

PONTO FINAL

O Natal da moda agora é em maio. A frase foi dita por um empresário do setor, depois de fazer as contas de quanto havia vendido para o  Dias das Mães e o quanto conseguiu com as vendas natalinas no ano passado. O amor pelas mães ganhou de longe do velhinho, cansado pela pandemia. Com as perspectivas  de uma nova onda do vírus chegando por ai (por causa da cepa Delta),  o feito pode ser repetido em 2022. Que Deus nos ajude!