Moda

Medidas ajustadas

Bloco de Moda

30 de março de 2020

Com a crise do coronavírus se ampliando e o confinamento social se impondo, a indústria e os serviços sentem o baque da queda vertiginosa. As projeções para o crescimento do PIB, para este ano, já estão em zero e podem descer para índices negativos.
No circuito da moda, várias confecções e fábricas têxteis adotaram o sistema de férias coletivas para ultrapassar essa fase inicial de contaminação do vírus. Seja lá qual for o final dessa crise, o fato é que as esperanças para alguma revitalização valem somente para 2021.
Enquanto isso, algumas medidas paliativas são tomadas. A Associação Brasileira da Industria Têxtil (ABIT), por exemplo, retomou a campanha para consumo de moda ‘made in’ Brasil – quando as atividades econômicas voltarem à sua plenitude. No âmbito estadual, negociações da Associação Mineira de Empresas de Moda (AMEM) pedem maior apoio oficial (crédito e cortes nas taxas), além de outras medidas de curto prazo para ajustar a produção e vendas à nova realidade do pais.
O primeiro teste desse novo tempo deverá acontecer durante a próxima feira Minas Trend, em outubro. Até lá, os ajustes no setor vão sendo feitos.

VAIVÉM

• O estilista Victor Dzenk colocou sua fábrica de roupas em Lagoa Santa (na região metropolitana de Beagá) à disposição para fabricar máscaras de proteção contra o vírus – e distribuí-las na cidade. O trabalho social da sua grife na região tem sido cada vez mais intenso.

• O furacão do coronavírus não tem preferência geográfica e afeta a moda em todo o mundo. Uma das fissuras atingiu as estruturas até da rede inglesa de fast-fashion TopFashion, agora prestes a fechar as portas. A situação já não era boa para a empresa e, com o isolamento forçado, não vai ter mesmo salvação.

• Um acordo entre confecções de Beagá e os corretores de moda, propõe que esses agentes de vendas (essenciais no comércio de moda pronta-entrega , por atacado, na indústria de moda da Capital), tenha o repasse das comissões de vendas pago somente após a liquidação das faturas das compras por eles agenciadas. Isso quer dizer, uma diferença entre 30, 60, 90 e até 120 dias para que tenham o dinheiro no bolso. É o sacrifício de cada um nesta crise avassaladora.

 

PONTO FINAL

O presidente do grupo Riachuelo (um dos maiores em varejo de moda no nosso país), Flávio Rocha, opinou sobre a liberação de dinheiro para os autônomos dizendo que é preciso, também, cuidar das empresas diminuindo os impostos – principalmente os que incidem na folha de pagamentos. A turma da moda adorou seus comentários.