Moda

Ânimo restaurado

11 de Maio de 2020

Como a roda da moda não pode parar, as marcas cujo fluxo de caixa ainda permite investir no futuro estão concluindo suas coleções de verão 2021. O raciocínio é de que o abrandamento da crise da covid-19 e o levantamento (também gradual) do distanciamento social, permitirá que as vendas no varejo retomem fôlego em agosto.

Assim, há noticias boas de que o trabalho nas confecções vai sendo retomado (após dois meses paralisado ou reduzido), a produção vai sendo normalizada e o colorido do verão possa chegar às vitrines das lojas em setembrooutubro. Desde confecções já consolidadas e tradicionais até as mais novas no mercado, redefiniram seu volume, seu estilo e até seu publico (agora mais reduzido) para não errar. O sucesso depende de ser assertivo. Afinal, qualquer erro pode ser fatal.

VAIVÉM

Uma das confecções mais jovens do mercado é a Charth, que nos lançamentos recentes conquistou a clientela mais descolada. No ano passado criou, inclusive, uma linha de lingerie. Sediada em Beagá, a marca tem à frente os jovens Nastacia e Diego Faria. Em julho, estarão no Salão NovoShowroom, em São Paulo.

Por falar no assunto, uma turma de marcas de peso em Minas apoiou a carta-aberta da Abest e do NovoShowrrom, propondo mudanças de datas no calendário fashion nacional. Aliás, muitas dessas marcas foram também co-fundadoras daquele salão. A feira de julho será um teste e tanto para o mercado fashion.

PONTO FINAL

Os dados da economia divulgados nesta semana indicam que o setor de vestuário foi um dos mais atingidos pela crise do coronavírus. Revela que apenas 20% das fábricas trabalharam no último bimestre, mesmo assim com muitas delas fazendo apenas máscaras. Com um baque desses, a moda brasileira vai ter que recomeçar aos poucos. Mas sairá com tudo… lá na frente. Amém!