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    26/12/2015 00h00

    Educador financeiro mostra como poupar, investir e gastar

    Para Reinaldo Domingos, mestre em educação financeira,  precisamos de cidadãos educados financeiramente. / Foto: Divulgação
    Para Reinaldo Domingos, mestre em educação financeira, precisamos de cidadãos educados financeiramente. / Foto: Divulgação

    Clic Folha

    Controlar as finanças neste fim de ano é imprescindível para garantir um início de ano tranquilo, já que contas como IPTU, IPVA e matrícula escolar se acumulam com os gastos de presentes, festas e viagens e pegam muitas famílias de surpresa. “Com um bom planejamento financeiro agora, é possível amenizar os impactos desses gastos no orçamento e assegurar o cumprimento dos objetivos estabelecidos para 2016”, explica o escritor e educador financeiro Reinaldo Domingos.

    Fundador e atual presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin), autor do livro “Terapia financeira” e responsável pela criação da metodologia DSOP (diagnosticar, sonhar, orçar e poupar. Autor dos livros Terapia Financeira, Mesada não é só dinheiro, Livre-se das Dívidas, Ter Dinheiro Não Tem Segredo, das coleções infantis O Menino do Dinheiro e O Menino e o Dinheiro, além da coleção didática de educação financeira para o Ensino Básico, adotada em diversas escolas do país, Apostila de educação financeira para o ensino EJA e Jovem Aprendiz, Reinaldo vem defendendo em palestras pelo país afora a necessidade do ensino para crianças, responsabilidade que, segundo ele, deve ser compartilhada entre família e instituições de ensino.

    P – Como se preparar para o início de ano para enfrentar o que se prevê um ano difícil?
    R -
    Seguindo alguns passos básicos, as chances de estar em situação de endividamento – ou pior, inadimplência – diminuirão substancialmente. O primeiro deles é fazer um diagnóstico financeiro e saber exatamente em que situação se está: endividado, equilibrado ou investidor. A partir daí, fica mais fácil definir o que deverá ser feito para melhorar a situação – ou continuar, se já estiver no caminho certo. Deve-se, então, anotar todas as despesas durante 30 dias, separando-as em categorias (alimentação, combustível, etc.). Com uma visão mais ampla dos gastos, é hora de cortar os supérfluos e excessos e poder redirecionar esse valor para a realização dos sonhos, que, por sua vez, devem ser bem definidos.

    P – Como pode ser feita essa definição?
    R -
    É importante pensar em, pelo menos, três: um de curto (até um ano), outro de médio (até dez anos) e ainda um de longo (acima de dez anos) prazo, e orçar cada um, para saber quanto custam e quanto poderá ser poupado por mês, sabendo, assim, em quanto tempo eles serão realizados. Então, é só começar a guardar dinheiro, lembrando que essa ação deve ser feita imediatamente após receber o salário, pois, se deixar para o final do mês, certamente, não sobrará.

    P - Como não extrapolar as despesas?
    R -
    Comprar por impulso é uma das práticas que oferece maior perigo ao orçamento financeiro das famílias. No entanto, as facilidades, boas condições de pagamento e promoções acabam estimulando esse comportamento. Uma dica é fazer lista dos presentes que se quer comprar e o valor que se deseja/pode gastar com cada um deles. Outro conselho é sempre se fazer algumas perguntas, antes de abrir a carteira: “estou comprando por necessidade ou apenas para me satisfazer momentaneamente? Se não adquirir esse produto/serviço agora, terei algum problema? Consigo pagar à vista? Se parcelar, terei o valor necessário nas datas de vencimento?

    P – Qual a melhor forma de utilizar o 13º salário?
    R -
    Para quem recebe 13º, o dinheiro pode, e deve, ser usado para esses gastos de fim de ano, uma vez que o objetivo dele é – e sempre foi – o de oferecer uma gratificação aos trabalhadores, ou seja, é um dinheiro extra, que deve ser utilizado para despesas não fixas, como é o caso das compras de fim de ano. É um erro muito comum as pessoas comprometerem esse valor com dívidas, devido à falta de educação financeira da população.

    P - Quais são as orientações para os consumidores neste momento?
    R - O primeiro passo é se livrar das dívidas. Parece complicado, mas este é o momento em que os credores oferecem as melhores condições para negociação. É importante quitar os débitos para evitar juros altos. Feito isso, um exercício interessante é realizar o diagnóstico da vida financeira por 30 dias, anotando tudo o que se gasta.

    P – Como fazer um planejamento financeiro para 2016?
    R -
    O planejamento financeiro para o ano que começa é frequentemente comprometido por conta dos parcelamentos feitos no final do ano. Por isso, a recomendação é que sempre se poupe ao longo do ano para que possa comprar à vista e ainda obter bons descontos. Caso não se tenha conseguido guardar dinheiro e tenha que parcelar, avalie o diagnóstico financeiro feito anteriormente e veja quais são os gastos que estão por vir, para que se compre ciente do valor que terá que dispor mensalmente.

    P – O que é ter educação financeira?
    R–
    É buscar qualidade de vida. A educação financeira permeia várias linhas de conhecimento como economia, sustentabilidade, cidadania e o comportamento. É uma busca pelo equilíbrio entre estes eixos para que as pessoas possam ter planos e condições de realizá-los. É necessário enxergar o dinheiro não como um problema, mas como uma ferramenta que possibilita o acesso a sonhos materiais. Para isso, as famílias e as escolas precisam criar novos hábitos e conversar com as crianças, para que possamos formar cidadãos educados financeiramente.

    P - Existe uma idade ideal para isso?
    R -
    A partir do momento em que a criança tem contato com o dinheiro, ela está apta para receber estas informações. Pode ser que ela tenha 3, 4 anos, não saiba ler e escrever, mas já entende que o dinheiro compra bala, chocolate, sorvete ou o brinquedo que ela quer. Quando a criança começa a entender que o dinheiro tem “força”, é este o momento que os pais podem fazer a escolha entre “deixar rolar” ou adotar um comportamento correto sobre como lidar com dinheiro. Se for a primeira opção, os pais continuam dando o dinheiro e permitindo que a criança gaste como quiser. Desta forma, cria-se um incentivo ao consumo e, mais tarde, quando o filho for cobrado sobre poupar, ele vai responder que não aprendeu. Nós queremos que seja feita a segunda opção, mas ela requer mais trabalho. É preciso reestruturar o hábito das famílias, fazer com que elas conversem sobre finanças, criem planos, e que os pais ensinem aos filhos que o dinheiro usado de maneira correta permite realizar sonhos. Por isso, é importante saber como poupar, investir e gastar.

    P - Qual é a importância de este aprendizado ser disponibilizado nas escolas como disciplina?
    R -
    O aprendizado deve ser iniciado em casa e ter uma complementação nas escolas para que seja fortalecido e aconteça de forma natural. A escola é o local onde a criança passa boa parte do tempo, por isso, a importância de que as instituições estejam estruturadas para oferecer este ensino. Várias escolas já oferecem em suas grades curriculares conteúdos de educação financeira, o que prepara os alunos a consumir de forma consciente. Entendemos que não é possível educar se não tivermos essas duas bases (família e escola).

    P - Qual deve ser o conceito correto para mesada?
    R -
    A mesada não deve ser um incentivo ao consumo desenfreado, mas uma ferramenta para educação financeira. A família tem um papel decisivo no significado que a criança atribui ao dinheiro e na maneira em que ela vai administrá-lo futuramente. É importante que ela entenda que o dinheiro usado de forma correta permite a realização de sonhos, que é possível ter, mas nem sempre no momento em que se quer.

    P - O brasileiro é educado financeiramente?
    R -
    Não, porque não aprendemos sobre o assunto. Hoje somos 57 milhões de brasileiros inadimplentes, o que comprova a necessidade do ensino da educação financeira.
     

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