Um pai e seus conselhos ao filho – Parte 5

2 de dezembro de 2019

Continuamos com nosso assunto sobre conselhos de um pai ao seu filho, conforme achamos numa página do Suplemento do Jornal Asalux, de setembro de 1989. Conselhos que ainda continuam valendo para todos nós, não podemos esquecê-los.

A MAIOR FORÇA – O BEM

Como já dissemos anteriormente, o ser humano, pelo que aprendemos e ouvimos dizer, nasce puro, sem maldades. A vida, no entanto, transforma as pessoas para que elas sejam o que realmente são. Até aí, eu deixo para os psiquiatras, psicólogos, psicopedagogos, pedagogos, antropólogos, sociólogos, filósofos, professores, ou seja, deixo a discussão do assunto para as pessoas entendidas nas áreas das ciências humanas. Acredito que haja até autodidatas versados na ciência do comportamento humano.

Praticar o bem constitui uma das grandes qualidades de qualquer pessoa. É a prática do bem que realmente dará forças para que alguém procure ser cada vez mais uma pessoa respeitada, acolhida pela sua comunidade e admirada pelas suas boas ações, pelas suas obras.

O mais importante para um ser humano não é deixar para a família ou parentes suas riquezas, seus bens materiais. É claro que o fruto do trabalho de uma vida inteira precisa ser repartido com os herdeiros e é essencial para a sobrevivência. Mas, como disse acima, não é o mais importante. O melhor de tudo é o exemplo deixado pelas ações voltadas para o bem.

 

A pessoa com uma vida admirável e praticante do bem, provavelmente não terá inimigos. Se os tiver, serão inimigos mordidos pela inveja e que gostariam de ser iguais a ela. Mas, os seus menos nobres instintos talvez prevaleçam deixando-os maldosamente invejosos. 

É claro que ninguém é perfeito, mesmo pessoas do bem poderão ter seus defeitos, seus momentos nada simpáticos, mas, o que conta é o conjunto todo das obras de sua vida.

 

A MELHOR ATITUDE – A CORTESIA

O que importa é entendermos a importância da cortesia, da boa educação, das gentilezas no decorrer dos nossos dias. São pessoas que praticam a cortesia que fazem a alegria e o bem estar das outras nas atribulações e correrias da vida. Mesmo que tenhamos pressa para tudo, não custa nada sermos gentis, corteses.

Um “bom dia”, uma “boa tarde” ou “uma boa noite” são cumprimentos que pronunciados com estímulo, com alegria, com prazer, podem mudar, às vezes, o humor do outro.

Ser cortês, ser gentil, não deve ser um favor, mas, uma prática constante e nobre. Faz parte do caráter do ser humano e é uma das suas habilidades na convivência com seus semelhantes. O melhor de tudo, não é preciso enfiar a mão no bolso ou pegar a carteira de dinheiro, pois, não custa nada e trás retorno, ou seja, aumenta o “astral” no ambiente, como se costuma dizer.

 

O MAIOR HEROÍSMO – A CORAGEM DE SER BOM

Repetimos a informação: o ser humano nasce puro, é a vida que o transforma.
O conselho diz que ser bom na vida é uma atribuição de herói.

A palavra herói tem sido usada com certa incoerência nos dias de ontem e de hoje. Um atleta que salva a sua equipe de uma derrota vira herói. Um grupo esportivo que ganha um campeonato vira herói. Enfim, são maneiras da população e a mídia homenagearem pessoas e equipes. Mas, heróis?

 

No bom sentido da palavra, penso eu, herói é aquele que se dedica e até se sacrifica pelo seu semelhante ou comunidade, muitas vezes correndo risco de morrer. Temos muitos exemplos do passado e mesmo nos dias de hoje, como as corporações de bombeiros militares, a professora e mais duas funcionárias que morreram num incêndio para salvar várias crianças numa escola em Janaúba, MG. Há outros exemplos.

O conselho aqui inserido tem um sentido, acredito que figurativo, pois tem a intenção de realçar que o fato de uma pessoa procurar ser boa em todos as facetas da sua vida, talvez não seja uma tarefa fácil, pois a vida nos apresenta situações diversas e algumas até provocativas, que possam nos tirar do sério. É preciso meditar sobre isso e ter a cabeça fresca, sempre pensar antes de falar e antes de agir. Procurar ser bom é muito importante, mas, é preciso equilíbrio emocional constante para conter nossos instintos, nem sempre os melhores.