Triunfo de ‘Parasita’

11 de fevereiro de 2020

Houve grandes surpresas no Oscar 2020 na noite de domingo, 9, a começar pela vitória do sul-coreano Bong Joon-ho como melhor diretor, por Parasita, que também venceu os prêmios de melhor roteiro original e melhor filme internacional. A surpresa foi maior quando ao prêmio de melhor filme internacional, ele somou o de melhor filme. Uma vitória acachapante.

Ao apresentar o Oscar de melhor ator, a vencedora do ano passado, Olivia Colman, disse que todos poderiam ganhar, mas teve de entregar a estatueta a Joaquin Phoenix, por Coringa, como era esperado. Renée Zellweger foi a melhor atriz, como era esperado, por Judy e discursou sobre o legado da lendária estrela. Como no ano passado, um show musical – agora de Janelle Monaé e Billy Porter, usando trechos de I’m Still Standing, de Elton John – abriu a cerimônia de premiação do Oscar de 2020.

E veio o primeiro prêmio da noite. Regina King anunciou o vencedor como melhor ator coadjuvante – não deu outra, e Brad Pitt subiu ao palco do Dolby Theatre para receber sua estatueta, por Era Uma Vez… em Hollywood. O Oscar de animação foi para Toy Story 4, bisando o prêmio do 3. O primeiro, que fez história, recebeu um Oscar especial para o diretor John Lasseter. Primeira surpresa da noite – o Oscar de roteiro original para Bong Joon-ho, por Parasita. Segunda – o Oscar de roteiro adaptado para Taika Waititi, por Jojo Rabbit.

O Oscar de documentário – o único prêmio com concorrente brasileiro, Democracia em Vertigem -, foi para Indústria Americana, produzido pelo casal Obama, Barack e Michelle, sobre um tema da maior atualidade. Elegantíssimo, Mahershala Ali, duas vezes vencedor do Oscar de melhor ator coadjuvante, entregou o prêmio para a melhor atriz da categoria – Laura Dern, por História de Um Casamento.

Oscar de música foi para I’m Gonna Love Again, de Rocketman. Foi o segundo Oscar para Sir Elton John, após o de O Rei Leão, a animação. O de melhor trilha foi mais glorioso ainda – três mulheres poderosas, Sigourney Weaver, Gal Gadot e Brie Larson vieram dizer que todas as mulheres são super-heroínas e apresentaram a primeira maestrina a reger a orquestra que ia apresentar os indicados. Venceu uma mulher, a compositora de Coringa, Hildur Guonadóttir. Já era quase meia-noite, quase duas horas de cerimônia, quando 1917 descolou sua primeira estatueta técnica – a de melhor mixagem de som. A de som foi para Ford vs. Ferrari, que também venceu o prêmio de montagem. Na sequência foi a vez de Roger Deakins, que venceu o Oscar de fotografia, pelo extraordinário trabalho em 1917.

O filme com as mulheres mais bonitas e bem vestidas do ano – Bombshell/O Escândalo – recebeu o prêmio de melhor maquiagem e penteados. O de figurino foi para Adoráveis Mulheres, e também foi merecido.