Saúde integrativa e as práticas complementares

13 de fevereiro de 2020

É possível notar que as evoluções, tanto socioculturais tanto econômicas e tecnológicas, proporcionaram à atualidade benefícios inúmeros frente as problemáticas que enfrentamos. Embora os desafios tenham sido transpostos, ainda temos situações para transformar.

A esfera do saber abrangida pelo conhecimento biológico e consequentemente por estudantes, pesquisadores e profissionais da área da saúde, apresenta inclinação para uma mudança de paradigmas. De acordo com o ministro Ricardo Barros, ‘’precisamos continuar caminhando em direção a promoção da saúde em vez de cuidar apenas de quem fica doente’’.

Através dessa direção, voltada à prevenção à saúde, é possível notar planos de governo que destacam a necessidade e executam ações para solucionar determinadas causas. Em 2018, o Sistema Único de Saúde (SUS), adicionou 10 novas práticas ao seu procedimento. No ano anterior havia 19, consequentemente, o Brasil lança mão de 29 práticas integrativas dedicadas a Atenção Básica. A Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) foi criada em 2006 com apenas 5 procedimentos.

A política nacional apresenta em sua constituição o objetivo de integrar sistemas médicos complexos e recursos psicoterápicos, além de apresentar experiências efetivas antes não abrangidas pela medicina convencional. As práticas integrativas são procedimentos voltados a prevenção de doenças utilizando recursos terapêuticos existentes.

Entre as práticas integrativas aderidas estão: Hipnoterapia, Cromoterapia, Bioenergética, Acupuntura, Quiropraxia, Yoga, Terapia Comunitária Integrativa, Constelação Familiar, Musicoterapia, Geoterapia, entre outras.

Os muitos benefícios proporcionados pelas práticas complementares continuam surpreendendo pacientes, pesquisadores e profissionais frente aos resultados positivos obtidos. É possível visualizar o aumento de profissionais somando o conhecimento de tais práticas as suas competências e desta forma, contribuem para a valorização dos procedimentos.

 

A hipnoterapia, por exemplo, é uma técnica que utiliza um conjunto de recursos terapêuticos para solucionar uma série de problemas. Opta por uma abordagem que busca compreender os aspectos particulares e sistêmicos de cada pessoa.

 

Pode ser utilizada no tratamento de fobias, transtornos mentais comuns e graves, aumentar o potencial curativo de tratamentos como a quimioterapia, redução de dores, identificar fundos emocionais negativos instalados, ressignificar traumas e romper com crenças limitantes, instruir comportamento regular e saudável, auxiliar no autoconhecimento e no fortalecimento emocional.

As práticas integrativas demonstram a inversão de direcionamento da medicina convencional, estando voltadas à integração de práticas funcionais capazes de prover a prevenção e manutenção da proliferação de doenças. Articulando a medicina tradicional com procedimentos alternativos comprovados cientificamente e que demonstram eficiência frente a solução de males patológicos.

Lembre-se! Não é preciso ter vergonha para consultar um profissional da saúde. Estamos juntos nessa jornada dos sentidos.

Oronilce Donizete Figueiredo Júnior é psicólogo, hipnoterapeuta e proprietário da Clínica Autodomínio.