Passenses pedalam por lazer e pela saúde

8 de fevereiro de 2020

PASSOS – Há 6 anos, o passense Luiz Antônio Costa, o Luizão do Sinrural, decidiu fazer uma mudança radical. Iria mudar seus hábitos alimentares e também passar a praticar atividades físicas. Pedalar foi uma das ações que ele inseriu na sua meta diária. Ele é membro dos grupos de pedal, o MTB – Passos, o Multiatletas e o Speedeiros & KOM, e ainda faz parte de uma seletiva de amigos, o Pedal Sem Destino que pratica a atividade toda segunda-feira em Passos com muita animação.

Luizão conta que chegou a pesar 151 quilos, o que dificultava sua vida e prejudicava a sua saúde. Hoje está pesando 87,5 quilos, com disposição para trabalhar, para viver a vida e, sim, pedalar, participando inclusive de torneios.

 

Cheguei a pesar 79 quilos, depois comecei a adquirir massa muscular e estou nessa luta até hoje, o que não é fácil, mas sou uma pessoa mais saudável e pedalar é uma maravilha, afirmou.

 

O passense pratica o pedal pelo menos três dias por semana, em média 45 minutos por dia. “Participei de várias maratonas, mas ainda não venci prova de bike, fiquei em 1º colocado no último triatlo do Clube Passense de Natação (CPN) em novembro de 2019 na minha categoria. Mas sou um felizardo, já fui por duas vezes no caminho da fé, que inicia em Águas da Prata e vai até Aparecida do Norte. E Aparecida tem algo especial, pois foi lá o local onde tomei a decisão de mudar meus hábitos e cuidar da saúde”, contou Luizão.

O técnico em climatização Paulo Pereira começou a pedalar por orientação médica. Ele pesava 106 quilos, ia para o hospital cerca de 6 vezes por mês dor no peito e pressão alta.

“Fiz um check up e, embora o coração estivesse bom, fui orientado a fazer exercícios. Veio na ideia a bike, via muitas pessoas pedalando. Então, resolvi ir a uma bicicletaria e montar uma. A primeira foi simples. Nos primeiros dias foi difícil, o corpo ficava dolorido, porém, com o passar do tempo percebi que a saúde estava melhorando. Pressão abaixando e não tive mais dores no peito. No retorno à cardiologista eu estava pesando 90 quilos e em bem pouco tempo. Continuei pedalando e me animei. Retornei e montei uma bike top, consegui chegar aos 80 quilos, pressão de 11 por 8. A disposição é outra e tudo graças ao pedal”, contou o ciclista.

 

Pedal Sem Destino teve início em março de 209

 

PASSOS – O grupo Pedal Sem Destino é aberto, principalmente para os iniciantes e é acontece toda segunda-feira com saída às 18h30 das proximidades do ABC na Avenida Juca Stockler seguindo cada semana por um trajeto.

De acordo com uma das organizadoras, a empresária Ana Paula Campos Oliveira, o grupo teve início em março de 2019.

“Para nos articularmos melhor criamos um grupo no whatsapp e combinamos os encontros que também podem acontecer em outros dias da semana, para que ninguém pedale sozinho”, disse Ana Paula.

A ciclista orienta que para participar do grupo é necessário o uso de capacete que é o principal equipamento de segurança, além de sinalizadores nas bicicletas e obedecer a orientação de andar em fila na direita. “No pedal pela cidade andamos de 15 a 30 km por dia. Depende muito da animação do grupo. Já, nos finais de semana fazemos um passeio em estrada de terra que dá algo em torno de 30 a 60km”, contou, acrescentando que os mais experientes apoiam os iniciantes.

Para participar não é cobrada nenhuma taxa bastando levar a bike e a alegria. “Participam conosco pessoas com idades que variam de 16 anos até 65. Quando vamos para a zona rural, procuramos estradas como da Usina Rio Grande, da Barraginha em Fortaleza de Minas, do Corredor São Domingos em Passos e também na Linha das Águas, atrás da Sancar”, explicou Ana Paula.

Ainda conforme a ciclista explicou Passos deixou de ser aquela cidade pacata de pessoas sedentárias. “Atualmente a gente sai, mesmo no período noturno e vê pessoas correndo, caminhando, patinando, pedalando, todos buscam qualidade de vida, nosso esporte cresceu muito, e seria ótimo se tivéssemos uma ciclovia, afinal a bicicleta é um dos meios de locomoção mais barato no mercado, não polui, tira o stress e ainda faz bem a saúde. E, claro, a administração municipal poderia dar um jeito nos buracos para facilitar a vida dos ciclistas”, finalizou a empresária.